Londrina- A pedreira do Jardim Ideal, na Zona Leste de Londrina, que há doze anos é local de descarga de caçambas carregadas de entulhos sólidos, foi embargada ontem pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A partir de hoje, os resíduos de construções deverão ser levados para outra área na Zona Sul. O problema é que a mudança de endereço deve gerar aumento de custos: o valor para descarregar cada caçamba passará de R$ 3,50 para R$ 35,00 (caçambas com três metros cúbicos) e R$ 40,00 (caçambas com cinco metros cúbicos)
O chefe interino do IAP em Londrina, Roberto Gonçalves, explicou que em janeiro do ano passado foi concedida licença de operação que autorizava a Associação dos Transportadores de Entulho de Londrina (Atel) a depositar resíduos sólidos da construção civil na pedreira do Jardim Ideal até o dia 31 de dezembro do mesmo ano. ''Quando foi emitida, após consenso entre a Atel e os diversos órgãos ambientais, a licença já tinha caráter provisório e improrrogável'', apontou Gonçalves.
Em dezembro, a Atel apresentou pedido de renovação da licença de operação, junto com um plano de revitalização do local, que foi indeferido. O IAP alegou que, na prática, a área vinha recebendo não apenas resíduos de construção mas também lixo sólido domiciliar e restos de poda de árvores. O instituto multou a Atel e o proprietário da área, Mario José Fornasier, em R$ 1,5 mil cada. Um termo de ajuste de conduta terá de ser firmado para recuperação da pedreira.
O diretor-presidente da Atel, Cláudio José Mendes, reclamou que tanto os caçambeiros quanto o proprietário foram surpreendidos com o embargo, porque haviam demonstrado interesse - através do projeto apresentado ao IAP - de continuar as atividades e revitalizar o local. Fornasier criticou que a pedreira recebeu entulhos nos últimos 12 anos, com aval dos órgãos ambientais.

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