Curitiba- Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) verificaram ontem os primeiros sinais de degradação ambiental no Rio São João, atingido por parte da carga de farelo de milho, soja e açúcar que estava sendo transportada pela América Latina Logística (ALL) para o Porto de Paranaguá na semana passada, quando 35 vagões descarrilaram na Serra do Mar. A carga de 1,7 mil toneladas estava sendo levada por 45 vagões e ficou espalhada pela vegetação e ao longo do Rio São João.
Os primeiros sinais de fermentação já apareceram, de acordo com o IAP. Ontem, foram colhidas amostras da espuma escura que se formou sobre parte do leito do rio. Não foi verificada a morte de peixes, por enquanto. A amostra foi encaminhada para o laboratório do IAP e o resultado deverá ser divulgado em dez dias. Os técnicos ainda não conseguiram retirar amostras do solo para saber se existe também degradação da vegetação em torno do rio. Apenas depois das análises ambientais detalhadas é que será estabelecido o valor da multa.
A assessoria de imprensa da ALL informou ontem que os funcionários da concessionária e terceirizados ainda estão no local para a retirada dos vagões e controle de possíveis danos ambientais. A previsão é de que todo o trabalho e a liberação da ponte só aconteçam no mês que vem, ao contrário do que foi noticiado inicialmente, quando o prazo para o término das obras estava previsto em dez dias. O resultado da sindicância, prometida para essa semana, também não terá um atras. A ALL achou melhor estudar todos os detalhes do computador de bordo antes de dar um posicionamento oficial.

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