HZN restringe atendimento devido à superlotação
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A direção do Hospital Anísio Figueiredo, popularmente chamado de Hospital da Zona Norte (HZN), restringiu atendimento no pronto-socorro em virtude da superlotação. A unidade, que conta com 48 leitos, estava com cerca de 55 pacientes ontem à tarde. Do lado de fora, 39 pessoas aguardavam atendimento médico.
O sobreaviso foi feito anteontem aos serviços de urgência e emergência. Os sete médicos de escala no plantão estavam com dificuldade para atender a demanda. "O atendimento foi restringido às 23 horas, tivemos que reter macas de internação, havia gente nos corredores. Tive que dar uma força porque estava complicado", descreveu o diretor técnico, Victor Salvador Neto. Ele passou a avaliar os pacientes que ocupavam os 35 leitos da enfermaria.
Outro agravante, foi a procura espontânea que gera mais demora no atendimento. Levantamento feito pela direção do hospital mostra que mais de 65% dos atendimentos no pronto-socorro são feitos em pessoas que não buscam os postos de saúde da região. "Fazíamos mais de 8 mil atendimentos por mês, caiu um pouco nos últimos tempos, mas a procura espontânea ainda é muito grande", salientou.
A média de espera chegava ontem a quase duas horas. A operadora de processos Adriana Antonia Alves acompanhava a tia, que havia cortado o pé, na sala de espera do pronto-socorro. "Começaram a chamar agora há pouco e tenho certeza que nossa vez vai demorar. O jeito é ter paciência", disse Adriana, convicta de que iria passar algumas horas na antessala do pronto-socorro.
No Hospital Ignácio Eulalino, também chamado de Hospital da Zona Sul (HZS), a situação era um pouco mais tranquila. Ainda havia vaga no pronto-socorro e do lado de fora 35 pessoas aguardavam atendimento. A média de espera era de uma hora e meia.
No Pronto Atendimento Municipal (PAM) a espera chegava a três horas. A doméstica Claudinéia Aparecida dos Santos era uma das 41 pessoas que esperavam atendimento do lado de fora da unidade. Ela está no terceiro mês de gestação, mas não teve prioridade no atendimento. "Estou com uma gripe muito forte, mesmo grávida tenho que esperar. A sensação é que fica cada vez pior", reclamou.
A direção da unidade foi procurada e informou que os quatro médicos na escala de plantão estavam trabalhando, mas tinham dificuldade para dar conta da demanda.


