HUOP descarta dengue como causa de morte de criança
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Um menino de quatro anos morreu na manhã de ontem no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, onde estava internado havia quatro dias. Quando deu entrada no hospital, o garoto que morava com a família em Marechal Cândido Rondon apresentava sintomas de dengue. Ele foi diagnosticado com miocardite viral, uma inflamação do coração provocada por um vírus.
A assessoria de imprensa do HUOP, no entanto, descartou a dengue como a causa da morte. Segundo o órgão, o menino estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica e vinha recebendo acompanhamento, pois os exames iniciais apontavam para a infecção do vírus da dengue. Contudo, exames mais detalhados do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) deram negativo para a dengue.
A causa da morte foi atestada como arritmia cardíaca causada por infecção viral. Mesmo após descartar o caso de dengue, o hospital enviou todos os exames do menino e amostras ao Lacen para confirmar a causa da morte. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) também informou que o caso será investigado. Neste ciclo epidemiológico, que começou em agosto do ano passado e termina em julho deste ano, Marechal Cândido Rondon registrou 17 casos de dengue, sendo 11 autóctones e seis importados.
Somente neste ano, a Sesa já confirmou seis mortes por dengue no Estado. Outros nove casos estão sob investigação. Do total de mortes, quatro ocorreram em Paranaguá, uma em Curitiba e outra em Foz do Iguaçu. As duas primeiras vítimas morreram no dia 8 de janeiro, em Paranaguá: uma mulher de 25 anos e um taxista de 71 anos. Três dias depois, uma agente penitenciária de 27 anos morreu de dengue em Foz do Iguaçu.
Em seguida, outros dois moradores de Paranaguá não resistiram às complicações da doença. No dia 20 de janeiro, foi uma idosa de 89 anos e, quatro dias depois, um homem de 34 anos. A última vítima foi um homem de 65 anos que morreu em Curitiba, no dia 9 deste mês, após contrair a doença no Paraguai.
De acordo com o último boletim epidemiológico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o número de casos de dengue no Paraná teve um aumento de 23% comparado ao último informe técnico, da semana anterior. O boletim atual contabiliza 5.541 casos, sendo 1.070 novas confirmações. Houve um aumento no número de cidades em epidemia. Foz do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu, ambas na região Oeste, entraram na lista ao lado de outros 13 municípios. No total, 191 municípios já confirmaram casos da doença.
Os casos confirmados de chikungunya se mantiveram estáveis, com 11 registros, já os casos confirmados de zika quase dobraram no Paraná em uma semana, passando de 25 para 48 em uma semana. Os casos autóctones triplicaram, com salto de três para nove casos. A Sesa reforçou as ações nas regiões com situações mais críticas e conta com parceria de outros órgãos estaduais e até do Exército para conter o avanço dos focos do mosquito transmissor das doenças.


