Londrina – Nada melhor do que a presença de um multi campeão com sua experiência de vida, histórias de conquistas e superação para incentivar crianças e adolescentes carentes e mostrar que é possível atingir os objetivos traçados na vida. A visita do mesa-tenista Hugo Hoyama, 44 anos, levou dezenas de alunos a sede da Associação Mãos Estendidas (AME), no Conjunto Novo Amparo, na zona norte de Londrina, no último sábado.
Mais do que ensinar tênis de mesa, Hoyama, que defendeu a seleção brasileira por 26 anos, mostrou que o mais importante é usar o esporte para formar bons cidadãos. "O esporte, seja ele o tênis de mesa ou não, vai ensinar a essas crianças a ter disciplina, a importância de estudar e a respeitar os amigos, pais e professores", destaca Hoyama, que hoje é técnico da seleção brasileira feminina.
A AME trabalha com 180 crianças e adolescentes, de 6 a 14 anos, com oficinas de esporte e cultura no contra turno escolar. O pingue-pongue é ensinado de uma forma lúdica há três anos, por meio de uma parceria com a Associação de Tênis de Mesa de Londrina (Atemel). "As nossas oficinas servem como uma ferramenta para transformar a realidade dessas crianças, normalmente cercada de violência. A vinda de um ídolo como o Hoyama mostra que é possível alcançar os objetivos. O exemplo dele comprova que não se pode desistir", frisa a pedagoga Renata Keilhold.
Hugo Hoyama começou no esporte aos 7 anos e é o maior mesa-tenista da história do Brasil. Disputou seis olimpíadas e conquistou 15 medalhas pan-americanas, sendo dez de outro, em sete edições. O atleta, que ainda participa de competições jogando pelo Palmeiras, mas deixou a Seleção em 2012, mantém o Instituto Hugo Hoyama em uma escola em Santo André, no ABC paulista, com 40 crianças praticando o tênis de mesa.
Para quem teve o prazer de ‘bater um bolinha’ com o ídolo a emoção foi grande e o dia será inesquecível. "A gente já sabia da história dele pelos vídeos que assistimos. Foi muito legal estar ao lado dele, mas foi difícil jogar contra. Ele saca com muito efeito e a gente não consegue rebater", conta Ana Gabrieli de Souza, 9 anos, aluna do 3º ano.
Danilo Pereira Borges, 10 anos, relata que não quer ser um jogador de tênis de mesa profissional, mas que gosta muito de participar das aulas na Associação. "Foi muito empolgante estar ao lado dele e ver como joga bem. Eu gostei muito que ele veio até aqui", ressalta.

mockup