Érika Pelegrino
de Londrina
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 6% da população mundial sofre de asma. Dentro desta previsão o Brasil tem 9 milhões de asmáticos e Londrina, 30 mil. Destes, apenas 20% fazem o controle da doença, o que significa que em Londrina, somente 6 mil estão sob tratamento médico. . Hoje no 1º Encontro dos Asmáticos de Londrina e Região, que acontece às 13h30 no anfiteatro Dr. Luiz Carlos C. N. Jeolás, do Hospital Universitário (HU), será formada a primeira Associação de Asmáticos de Londrina e Região.
A criação da associação é um desmembramento do Programa Interdisciplinar de Educação e Controle da Asma do Ambulatório do Hospital de Clínicas (HC), da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que há cinco anos tem feito o controle da asma em um grupo de pacientes.
O grupo começou com um número pequeno de pacientes e hoje são atendidos, por uma equipe interdisciplinar, 50 asmáticos a cada seis meses. O atendimento é voltado à população carente e conta com o patrocínio da indústria farmacêutica Zambon Laboratórios, com sede nacional em São Paulo, e internacional em Milão.
A indústria cede os medicamentos para o programa. Luiz Alfredo Rodrigues Farias, gerente nacional da indústria explica que o programa, coordenado pelo pneumologista Denilson Noronha Freire, avalia a doença e as condições sociais dos pacientes. ‘‘O asmático precisa do acompanhamento médico por que se trata de uma doença crônica que se não for tratada pode desenvolver patologias de difícil controle’’.
A questão cultural e a social são citadas como os principais fatores que dificultam o controle da doença. Segundo Rodrigues Farias, os pacientes normalmente acreditam que é possível curar uma crise asmática com receitas caseiras; e por outro lado há a carência econômica que dificulta o acesso aos medicamentos e tratamentos. -
Além do atendimento aos carentes, do 1º encontro de asmáticos e da formação da associação, o programa ainda gravou fitas de vídeos com orientações sobre a doença. Estas fitas serão distribuídas em escolas e instituições com o objetivo de orientar as pessoas no controle da doença. ‘‘A formação da associação é muito importante porque vai ajudar na orientação do controle da doença’’, explica o gerente distrital da Zambon, Roberto Wasthner de Lima.

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