Londrina é um dos cinco centros de estudo do País que vai testar um novo material para a técnica de embolização. Trata-se de uma mola recoberta de hidrogel, que se expande em contato com o sangue e 'fecha' melhor o aneurisma. O objetivo, segundo o neurocirurgião Luiz Henrique Garcia Lopes, chefe deste tipo de serviço no Hospital Universitário (HU), onde acontece o estudo, é comprovar a melhor eficácia do material, que ainda não foi lançado no Brasil. ''A técnica é bem recente e ainda está em evolução, a tendência é continuar melhorando'', afirma.
Lopes explica que o HU de Londrina é um dos três centros de referência no Paraná do Sistema Único de Saúde (SUS) para este tipo de cirurgia. Os outros dois, segundo ele, são o Hospital Evangélico de Curitiba e o Angelina Caron, também na capital. Em Londrina, a embolização ainda pode ser feita no Hospital do Coração. Para a pesquisa, deverão ser computados 500 aneurismas tratados com o novo material.
O neurocirurgião alerta que mesmo depois de tratado o aneurisma, o paciente deve continuar com acompanhamento. ''Não é um evento único. Quem tem aneurisma, tem doença vascular'', ressalta.
Além de aneurisma, a técnica de embolização ainda pode ser utilizada para o tratamento de outras doenças vasculares, como acidente vascular cerebral (AVC), malformações arteriovenosas e fístulas. O procedimento pode ser feito inclusive em crianças. (C.P.)

mockup