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SITUAÇÃO CRÍTICA -

HU de Londrina restringe atendimentos no ambulatório de especialidades

Ficam mantidos apenas os casos imprescindíveis, em áreas essenciais; servidores das áreas administrativas e assistenciais do AEHU serão remanejados para reforçar as equipes no hospital

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

 

HU de Londrina restringe atendimentos no ambulatório de especialidades
Divulgação/UEL
 


A superintendência do HU-UEL (Hospital Universitário) de Londrina informou  que os atendimentos no AEHU (Ambulatório de Especialidades) ficarão restritos a partir desta quarta (3) para casos imprescindíveis, em áreas essenciais, como nos pós-operatórios em ortopedia, neurocirurgia, pneumologia, infectologia, otorrino, cirurgia de cabeça e pescoço, gestação de alto risco, tratamento de feridas e ostomias. 


A medida é uma forma de remanejar servidores das áreas administrativas e assistenciais do AEHU para o HU. Em nota, o órgão destaca que "tem vivenciado dificuldades extremas na contratação de profissionais de saúde para o incremento das equipes de trabalho, dado que o aumento da demanda por serviços decorrentes da pandemia aumentou consideravelmente em toda a região. Isto, sem contar o adoecimento de muitos servidores que terminaram por serem também acometidos pela Covid-19."


As férias e licenças concedidas aos servidores até o dia 8 de março também foram suspensas. Conforme o documento assinado pela superintendente do hospital, Vivian Feijó, "o HU-UEL não vem medindo esforços no sentido de manter toda a sua estrutura rigidamente organizada, com profissionais qualificados nos muitos postos de trabalho, que vão desde a Portaria até as Unidades de alta complexidade como as UTIs COVID, mantendo ativos os seus 454 leitos". 


O texto diz ainda que a instituição "vem enfrentando dificuldades decorrentes do aumento expressivo do número de casos graves de pacientes acometidos pelo novo coronavírus, com altas taxas de ocupação e números crescentes e alarmantes de pacientes intubados, muitos deles aguardando vagas de UTI, aguardando inclusive transferência para outros hospitais", e reitera à toda a população da macrorregião Norte do Paraná que "faça a sua parte de maneira a se preservar do acometimento da doença, uma vez que a situação de colapso é iminente, caso a situação da pandemia não se apresente com a perspectiva de controle". O HU é referência no tratamento de casos moderados e graves da doença na região norte do estado.

MOMENTO CRÍTICO 

Com o agravamento da pandemia e o aumento considerável de pacientes precisando de intervenção médica, a direção do HU vem analisando a taxa de ocupação dos leitos dia a dia. Na manhã desta terça (2), taxa é de 102% na UTI adulto Covid-19 do total de 66 vagas. Na enfermaria, a ocupação está em 99% dos 96 leitos disponíveis. Em relação aos leitos gerais, o hospital registra, neste momento, 90% na UTI (41 leitos) e 49% na enfermaria (237 leitos).  


Na segunda-feira (1), o hospital estava com taxa de ocupação de 95% dos leitos de UTI adulto Covid-19 de um total de 66 vagas, e 110% na enfermaria, que possui 96 leitos. A taxa de ocupação de leitos gerais era de 93% dos 41 disponíveis em UTI.


No dia 23 de fevereiro, a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria exclusivo para Covid-19 atingiu a marca de 156%. Situação que obrigou a direção do HU a fechar o atendimento no pronto-socorro médico por 12 horas. O tempo estipulado era para que a administração pudesse realizar os remanejamentos internos de pacientes para liberar leitos para os novos casos.  


Na data, a diretora clínica do HU, Luiza Kazuko Moriya, declarou que o hospital tem recebido em torno de 18 a 20 pacientes por período de 12 horas, mas o recrudescimento da doença em toda a região provocou um novo fechamento do pronto socorro, por 24 horas, um dia depois, em 24 de fevereiro. (Colaborou Vitor Ogawa) 


 

 (Mais informações em breve)



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