Lino Ramos
De Londrina
A burocracia do serviço público ainda impede o uso de medicamentos genéricos no Hospital Universitário de Londrina (HU), o maior do interior do Paraná, com 280 leitos. Segundo Nilton Roberto de Abreu Barbosa, chefe da Divisão de Farmácia do HU, os laboratórios que fabricam esses novos medicamentos ainda não participam das licitações abertas pelo hospital.
Com 280 leitos e uma superlotação crônica, o HU, mantido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), gasta cerca de R$ 800 mil por trimestre na compra de medicamentos. Vence a licitação o laboratório que apresentar o menor preço para cada tipo de medicamento. De acordo com Barbosa, antes da compra o HU exige do fabricante uma mostra para submeter a droga ao teste de bioequivalência. Essa prática, segundo ele, é uma garantia de qualidade do produto.
Já a Santa Casa de Londrina, que possui 264 leitos -incluindo o Hospital Infantil -, compra os medicamentos independente de serem genéricos ou não. A instituição também trabalha com laboratórios que oferecem os menores preços. De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, um comprimido de Fluconazol, que em farmácias chega a custar até R$ 21,00, é comprado por R$ 1,00 em laboratório conveniado à instituição.

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