O Hospital Universitário (HU) de Londrina reabriu na tarde de ontem a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, o Pronto Socorro (PS) Pediátrico e a Maternidade, fechados desde a última quarta-feira para evitar o alastramento da bactéria multirresistente Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), que contaminou 31 pacientes. A decisão de reabrir os três setores do hospital foi tomada depois de constatado o resultado negativo na terceira análise feita em material colhido nas crianças internadas.
O Pronto Socorro da instituição permanece fechado, como forma de manter reduzido o fluxo de pacientes e de pessoas no interior do hospital. Hoje vence o prazo de 48 horas determinado em reunião entre lideranças da área de saúde, na última segunda-feira, para que seja analisada a possibilidade de reabertura do PS. Se nenhum novo caso de contaminação pela KPC for constatado, o atendimento pode voltar à normalidade, reequilibrando o fluxo de pacientes nos demais hospitais, que têm tido a rotina de superlotação agravada nos últimos dias. A avaliação será feita nesta tarde, em reunião da diretoria do hospital com representantes dos hospitais locais, da 17 Regional de Saúde de Londrina e com representantes da Secretaria Municipal de Saúde.
A Santa Casa de Londrina anunciou ontem que a única suspeita de contaminação pela KPC na instituição foi descartada. O paciente, um homem de 57 anos, está internado desde o dia 8 de julho em um quarto isolado. O estado geral dele é bom, mas ele ainda não tem previsão de alta, pois continua com antibioticoterapia devido a outras bactérias. Diante da suspeita inicial, a equipe do Serviço de Prevenção e Controle de Infecção Hospitalar (SPCIH) dos hospitais da Irmandade da Santa Casa intensificou a rotina de cuidados com pacientes e profissionais. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa, o caso não alterou o atendimento no hospital.

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