Hotéis paulistas apostam em movimento 30% maior
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domingo, 21 de novembro de 1999
Por Vera Dantas 
São Paulo, 21 (AE) - O bug do milênio, que deve obrigar um número considerável de funcionários de empresas, de executivos a técnicos, a permanecer em São Paulo no fim do ano é um dos maiores motivos, na perspectiva da rede hoteleira da cidade, para se esperar um bom movimento para o réveillon do ano 2000.
"Além do bug, temos a nosso favor o fato de os pacotes para o exterior estarem limitados a uma minoria, por causa da mudança do câmbio", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Julio Serson. Ele também acredita que, este ano, muitas famílias devem desistir da tradicional viagem para o litoral, diante da possibilidade de congestionamentos gigantescos.
"Sem esperar nada fabuloso, vamos ter um movimento nos hotéis de São Paulo bem melhor que nos anos anteriores", diz Serson. Sua expectativa é um crescimento de 30% em relação ao ano passado. De olho na população da capital que não pretende ou não pode viajar e também no turista do interior, os hotéis investiram mais nas ofertas de ceias para o dia 31 e também nas atrações das festas, principalmente os de luxo.
O Renaissance, localizado na região da avenida Paulista - ponto alto dos festejos em São Paulo - trará a cantora Ivete Sangalo para um show especial depois da meia noite. Também vai contratar pessoas para "ler a sorte" dos participantes da festa e terá ceias inspiradas na gastronomia de vários países, além de ter programado um espaço para as crianças, que ficarão sob o cuidado de monitores. "Acreditamos que muitos executivos, obrigados a ficar em São Paulo por causa do bug, vão querer participar de festas acompanhados da família", diz o diretor de vendas do Renaissance, Dagoberto Alves da Silva.
O Renaissance deve investir na festa deste ano cerca de R$ 1 milhão, incluindo a contratação de 150 pessoas, de garçons a monitores. "Os custos dobraram nesse ano porque o réveillon de 2000 virou um marco e a demanda por serviços é grande", justifica Dagoberto. O preço da festa do Renaissance é de R$ 1 mil por adulto, sem incluir hospedagem.
O Sofitel, da cadeia de hotéis Accor, localizado na região da Vila Mariana, também investiu mais do que o dobro do ano anterior em sua festa, em torno de R$ 500 mil, e deve contratar cerca de 45 pessoas, uma empresa de animações para brincadeiras e um grupo da escola de samba Unidos do Viradouro. "No ano passado tivemos cerca de 200 participantes na festa, mas este ano devemos ter de 400 a 500", diz o gerente-geral do Sofitel, Gerau Vigier. O réveillon no Sofitel pode custar de R$ 450 a R$ 700 por pessoa.
O Maksoud promete para a última noite do ano uma festa de gala, com orquestra, e espera vender 40% a mais de pacotes para o evento. Além da festa, o Maksoud quer atrair público oferecendo a possibilidade de hospedagem por mais R$ 100, com café da manhã, fora os gastos com a festa ou a ceia, que podem custar de R$ 180 a R$ 395. O hotel contratou 120 pessoas, o dobro do ano passado, para o evento.
O Sheraton Mofarrej contratou até agora 40 garçons temporários para o fim de ano e espera um aumento no volume de pessoas de 40% a 50% em relação ao ano anterior. Sua festa inclui um jantar de gala e ceias e shows em outros ambientes, ao custo de R$ 350 por pessoa.


