Hospital manterá acusadas de morte de universitária
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Agência Estado 
A direção do Hospital de Base (HB), de São José do Rio Preto (SP), decidiu manter nas mesmas atividades as hematologistas Flávia Leite de Souza e Érika Rodrigues Pontes, a enfermeira Ana Carolina Roma e a auxiliar de enfermagem Mirela dos Santos Pimenta, acusadas de cometer erros que causaram a morte da universitária Luana Neves Ribeiro, de 21 anos.
A moça morreu no dia 4 de julho quando passava por procedimento para doação de medula no HB. As médicas foram denunciadas pelo MP por homicídio culposo e as enfermeiras por omissão de socorro. Apesar disso, segundo o HB, elas continuarão em suas atividades "por serem profissionais credenciados para executá-las e essenciais para o funcionamento do serviço", diz nota divulgada pelo hospital, que também decidiu manter em funcionamento o Serviço de Transplante de Medula Óssea, cujos protocolos de atendimento serão avaliados.
O procedimento de coleta de medula por meio venoso central, paralisado após a morte, continuará suspenso. A decisão do HB se dá após conclusão de sindicância interna para apurar as circunstâncias da morte de Luana. A universitária sofreu várias perfurações na veia esquerda subclávia e morreu de hemorragia com sangue que vazou para o pulmão. Os erros do serviço não foram diagnosticados e a moça foi liberada. No entanto, depois ela voltaria ao hospital, onde morreria devido à falta de atendimento adequado.
O HB está revendo os protocolos do serviço. "O HB está revendo os protocolos de atendimento do Serviço de Transplante de Medula Óssea visando constantes aprimoramentos", diz a nota.


