O início deste ano é marcado por um momento muito importante para o Hospital Evangélico de Londrina e para dezenas de municípios da região e até mesmo de fora do Paraná. O hospital chegou à marca de 100 procedimentos cirúrgicos realizados com a plataforma robótica Da Vinci Xi, a mais moderna do mundo.

Urologista e coordenador do Serviço de Cirurgia Robótica do Hospital Evangélico, Ricardo Brandina afirma que a primeira cirurgia robótica foi realizada no dia 1° de agosto do ano passado e, agora, pouco mais de seis meses depois, 100 pacientes já puderam passar por esse procedimento que utiliza tecnologia de ponta em prol da saúde.

Imagem ilustrativa da imagem Hospital Evangélico de Londrina realiza 100ª cirurgia robótica
| Foto: Sergio Ranalli

O médico explica que o Da Vinci Xi é uma tecnologia que até pouco tempo atrás só era utilizada em grandes centros do país ou fora do Brasil, mas que agora vem ganhando força na cidade de Londrina, beneficiando pacientes de toda a região e de outros estados.

Brandina, que já realizou mais de 500 cirurgias robóticas em sua carreira, ressalta que essa é uma tecnologia que traz benefícios importantes aos pacientes, já que torna o procedimento muito mais preciso. Ele explica que o cirurgião opera o paciente utilizando uma imagem em três dimensões e que é ampliada em 10 vezes em alta definição. "Então a gente vê estruturas e detalhes que a gente não via antes com outras tecnologias”, aponta.

Imagem ilustrativa da imagem Hospital Evangélico de Londrina realiza 100ª cirurgia robótica
| Foto: Sergio Ranalli

A precisão também vem através do console, que é o equipamento em que o cirurgião opera e que comanda as pinças do robô. “Isso filtra o tremor, a gente tem a articulação das pinças, então são movimentos muito delicados”, esclarece. A plataforma robótica é uma cirurgia laparoscópica, em que são feitas pequenas incisões para que as pinças possam ser inseridas. As pinças funcionam como uma extensão do cirurgião, já que todo o procedimento é comandado por ele e executado pela máquina.

Somada à plataforma robótica mais moderna do mundo, a estrutura hospitalar também precisa ser de ponta, aliando a tecnologia com o conforto ao paciente. Além disso, o médico garante que todos os profissionais são muito bem treinados para que possam integrar a equipe de cirurgia robótica no Hospital Evangélico.

A 100ª cirurgia robótica envolveu a retirada da próstata de um paciente com câncer, uma dos principais procedimentos realizados pelo Da Vinci Xi. Brandina afirma que o objetivo é deixar o paciente curado da doença, mas também sem nenhum tipo de sequela. Com a plataforma robótica, é possível preservar a continência urinária e a ereção, o que traz mais qualidade de vida e autoestima ao paciente. “O robô faz isso de uma maneira espetacular porque com os movimentos delicados a gente consegue preservar os pequenos nervos”, explica.

Associado a isso, essa é uma cirurgia que dura em torno de uma hora, sendo que o paciente fica apenas 24 horas no hospital e depois já pode ir para casa. Em uma semana ele já consegue retirar a sonda e voltar a vida normal. Antes, o médico detalha que a estadia chegava a ser de quatro dias no hospital. “O robô traz todos esses benefícios, como menos tempo de internação, menos risco de sangramento e a gente consegue voltar para a atividade habitual muito mais rápido”, destaca.

Ao ouvir a palavra ‘robô’, muitas pessoas podem fazer relação às máquinas vistas em filmes de ficção científica, por exemplo, mas apesar de ambos se mostrarem muitos tecnológicos, as semelhanças param por aí. Ricardo Brandina explica que a plataforma robótica Da Vinci Xi é dividida em três peças: a torre, os braços e o console, sendo este último comandado pelo médico: “a gente consegue fazer a cirurgia toda com esses instrumentos”.

Imagem ilustrativa da imagem Hospital Evangélico de Londrina realiza 100ª cirurgia robótica
| Foto: Sergio Ranalli

Sobre a implementação da cirurgia robótica no Hospital Evangélico, o urologista explica que foi um processo natural e muito tranquilo. “Eu fui para os Estados Unidos em 2017 fazer meu treinamento. Então eu já estou envolvido com o curso de robótica há mais de 10 anos. Já ajudei a implementação em outros programas em outras cidades, então a gente já vem com uma experiência muito grande em cirurgia robótica.”

Com essa tecnologia ganhando cada vez mais força no interior do país, Londrina vem despontando no cenário, o que permite com que os pacientes não precisem se deslocar para outras regiões. “Lembrando que o robô não opera sozinho, então tem que ter uma equipe bem treinada para poder operar. Aqui em Londrina a gente tem uma equipe espetacular”, avalia.

Brandina lembra que Londrina sempre foi vista como um pólo de medicina muito importante em todo o país, principalmente na urologia. "Com os avanços, pacientes de outras cidades e estados acabam escolhendo a cidade para realizarem suas cirurgias", conclui.

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