Hospital do Servidor comprava medicamentos de distribuidora irregular
Hospital do Servidor comprava medicamentos de distribuidora irregular16/Mar, 20:48 Por Luciana Miranda, especial para a AE São Paulo, 16 (AE) - Mais uma irregularidade do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM)de São Paulo foi descoberta hoje em blitz da Vigilância Sanitária Regional 5 na Drogaria Lafer, na Vila Moraes, zona sul de São Paulo. Mesmo sem licença da Vigilância Sanitária e autorização do Ministério da Saúde, a drogaria funcionava também como distribuidora, vendendo medicamentos para hospitais, farmácias e clínicas. A Lafer foi interditada pela Vigilância Sanitária. Notas fiscais encontradas no local comprovam que o HSPM comprou medicamentos da Lafer de 1997 até maio do ano passado. Segundo Paulo Nakano, diretor da Vigilância Sanitária Regional 5 o armazenamento dos medicamentos era feito em local muito quente e inadequado. Sob investigação - Em fevereiro, depois do afastamento de quatro funcionários da farmácia do HSPM, foi instaurada uma comissão de averiguação preliminar para investigar o uso de remédios vencidos, a aquisição irregular de medicamentos e o abastecimento desordenado. A comissão tem mais vinte dias, contados a partir de hoje, para concluir a apuração. A Assessoria de Imprensa do HSPM informou que o superintendente Gérson Andrade Almeida não se pronunciará até a conclusão do trabalho da comissão. O HSPM está sob inquérito civil do Ministério Público, instaurado depois de o Estado publicar reportagem denunciando vários problemas na instituição. Irregularidades - A Drogaria Lafer também funcionava como farmácia. Foram encontradas várias irregularidades nessa atividade, incluindo a falta de farmacêutico responsável registrado na Vigilância Sanitária. A farmácia aplicava injeções em instalação inapropriada. De acordo com especificações, a sala de aplicações deve ser isolada; a da Lafer possui paredes vazadas, que não vão até o teto. Havia medicamentos injetáveis e seringas em um armário debaixo de uma pia. "Esse local é úmido e portanto impróprio para armazenar remédios", explicou Nakano. Medicamentos injetáveis estavam guardados em uma gaveta, fora da embalagem original, o que também é irregular. Por meio de notas fiscais, explicou Nakano, a blitz constatou grande circulação de remédios de tarja preta, que deveriam ser vendidos com receita médica. A venda desses medicamentos deveria ser registrada em um livro que estava em branco. A drogaria comercializava livremente medicamentos de uso restrito aos hospitais.





