Apiaí, SP, 27 (AE) - O Hospital Beneficente Ademar de Barros, único da região de Apiaí, no sudoeste do Estado de São Paulo, está parado há cinco dias por falta de verbas para a compra de materiais e medicamentos. O dinheiro das contas correntes foi sequestrado pela Justiça do Trabalho para pagamento de indenizações trabalhistas.
Os 70 funcionários entraram em férias coletivas ontem (26). A unidade atende os 29 mil moradores de Apiaí e mais de 50 mil de quatro cidades da região. Os doentes estão sendo mandados para hospitais de Itapeva, a 126 quilômetros, e Sorocaba, a 230 km. No domingo, Valdemar Eliseu dos Santos Júnior, de 35 anos, morreu antes de ser transferido. As causas da morte são investigadas.
Segundo o administrador do hospital, Giovanni de Souza Corcóvia, a crise no hospital, filantrópico, já dura quase dez anos e as dívidas chegam a R$ 1 milhão. O problema agravou-se com a decisão da Justiça. "Tivemos um primeiro bloqueio de R$ 34 mil, que seriam usados para comprar materiais".
Na sexta-feira, ao verificar que faltavam luvas cirúrgicas, seringas, fios de sutura e outros materiais, a diretoria suspendeu internações. Segundo Corcóvia, o hospital entrou com mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho contra o sequestro de verbas. O pedido ainda não foi avaliado.

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