Brasília, 29 (AE) - O Hospital das Clínicas de São Paulo
o maior do País, está preparado para enfrentar o bug da virada do ano. O diretor do hospital, José Delia Filho, lembrou, durante entrevista ao programa "Bom Dia Brasil", que o vapor é usado principalmente para esterilizar instrumentos cirúrgicos, mas se houver pane no abastecimento, as caldeiras serão movidas a óleo. "O estoque dá para 12 dias", disse. Se houver problemas no sistema de energia elétrica, 14 geradores estão preparados para manter aparelhos de ar condicionado, centros cirúrgicos e equipamentos médicos funcionando.
José Delia Filho disse que as empresas de luz, gás e água também tomaram precauções para evitar colapso, mas assegurou que se alguma coisa falhar não há risco para o hospital: "Estamos preparados para aguentar qualquer problema por, pelo menos, 72 horas". Acrescentou que todos os funcionários do hospital receberam cartilhas sobre o plano de emergência traçado. No caso do Hospital das Clínicas, os 57 elevadores ficarão parados 10 minutos antes e 15 minutos depois da meia-noite no dia 31. Segundo o diretor, no início houve uma grande preocupação com os aparelhos usados na UTI, mas as consultas aos fabricantes dos equipamentos e os testes feitos no hospital revelaram que não haverá problemas.
A maternidade do Hospital das Clínicas também está adaptada para o "bug", segundo o diretor Marco Antônio Zacarelli. Todos os equipamentos vão continuar funcionando em qualquer situação, disse ele, ressaltando que incubadoras e respiradores artificiais, por exemplo, não trabalham com datas, mas utilizam apenas dados de peso e idade do paciente. "As mães podem ficar seguras, os bebês vêm com certificado de garantia", brincou.

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