Hospital Beneficência Portuguesa vai oferecer cursos de pós- graduação
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domingo, 07 de março de 1999
Por Juliana Junqueira 
São Paulo, 08 (AE) - O Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo inaugurou hoje a Casa de Cursos de Pós-Graduação, oficializando o novo serviço da instituição de programas lato sensu. Os cursos - nas áreas de cardiologia clínica, cirurgia vascular, gastrocirurgia, gastroclínica e neurocirurgia - serão ministrados nas dependências do hospital. A pós, que selecionará anualmente 47 médicos, terá duração de dois anos.
De acordo com o coordenador dos cursos de pós-graduação, Pedro Gereto, os 30 professores que vão participar do programa são especialistas que trabalham no hospital e, ao mesmo tempo, em universidades paulistas. "Incentivar a pós é uma forma de qualificar mais profissionais para atuar na Beneficência e, também, de oferecer instrumentos para os nossos médicos se aperfeiçoarem", afirma Gereto.
A Beneficência Portuguesa é o quarto hospital da capital paulista (os outros são Hospital do Câncer, Albert Einstein e Sírio Libanês), sem vínculo com o ensino de graduação, a oferecer cursos de pós. A idéia foi lançada em 1997 pelo Ministério da Educação (MEC) com o intuito de aproximar o ensino teórico do prático, aproveitando os profissionais qualificados e equipamentos de última geração desses centros médicos.
Essa união, para o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, deve ser cada vez mais incentivada. "O estudo ligado a empresas propicia ao aluno uma visão mais prática da área em que está atuando", disse o ministro durante a cerimônia de inauguração da Casa de Cursos de Pós-Graduação. Para ele, o Brasil precisa ter uma pós mais profissionalizante. "Essa é a idéia da educação continuada, em que o profissional tem acesso às novas tecnologias e às mudanças sem ter de, necessariamente, voltar à universidade", explica o ministro.
Por enquanto, a maior parte dos pedidos de cursos de pós está ligada a centros médicos. "É uma complementação da residência médica", compara o ministro. Empresas de ramos diferentes também podem solicitar ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a autorização para abrir um curso de pós. "A única exigência é a de que o local seja considerado um centro de excelência, com profissionais qualificados e equipamentos de ponta", explica o presidente do CNE, Éfrem de Aguiar Maranhão. Não há padrão definido para os cursos de pós. "Cada empresa poderá organizar suas regras desde que não comprometa a qualidade do ensino".


