Hospital ameaça processar Telefônica por pane em sistema
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quarta-feira, 26 de maio de 1999
Por Cley Scholz 
São Paulo, 27 (AE) - A direção do hospital Sírio Libanês ameaçou hoje entrar na justiça contra a Telefônica, pedindo reparação por danos morais e financeiros devido aos problemas que vem enfrentado há uma semana no seu sistema telefônico. A concessionária foi notificada judicialmente dos problemas enfrentados pela instituição.
O hospital, localizado no bairro Cerqueira César, na região da Avenida Paulista, começou a ter problemas na madrugada de sexta-feira da semana passada, quando a Telefônica cortou os cabos de entrada dos 90 troncos e 800 ramais. Desde então os telefones estão com defeito, causando sérios problemas à instituição. Os ramais não atendem ou dão sempre ocupado, o que tem provocado inúmeras reclamações e protestos por parte da comunidade que precisa dos serviços da instituição. O diretor-administrativo do hospital, Edson Tahiar, disse que o problema é grave pois os familiares dos pacientes não conseguem obter informações do hospital, os médicos não conseguem responder aos chamados de urgência e mesmo as ambulâncias não podem ser acionadas.
"Para nós a situação é de verdadeira catástrofe, pois as pessoas acham que a responsabilidade é do hospital, que não estaria investindo em um sistema eficiente de atendimento telefônico", afirmou Tahiar.
O Sírio Libanês realiza cerca de duas mil cururgias por mês. No Pronto Socorro são atendidos mensalmente cerca de 4 mil pacientes. Os defeitos nas linhas telefônicas estão prejudicando não só os funcionários como a população flutuante de aproximadamente 5 mil pessoas que circulam pelo prédio diariamente. Mensalmente são agendadas por telefone cerca de 50 mil consultas para exames, segundo a direção do hospital, que fatura anualmente cerca de R$ 120 milhões. Só a conta mensal de telefones chega a R$ 40 mil por mês.
O problema no hospital é agravado pelo fato de que o uso do celular é proibido em muitas áreas do edifício devido à presença de equipamentos eletrônicos sofisticados que podem ser afetados. A Telefônica confirmou que tem ciência dos problemas enfrentados pelo Sírio Libanês e informou que está tentando solucioná-los. Segundo a empresa, a solução é difícil já que o hospital utiliza equipamentos do tipo DDR (discagem direta de ramais).


