A alegria de tomar um simples copo de água é algo que Danilo Pavan, de 25 anos, não consegue descrever. Ele tem motivos de sobra para isso. Com insuficiência renal há um ano, não podia beber água quando tinha sede. O problema foi consequência da diabete tipo 1 que ele tinha desde os 9 anos.
Danilo não tem mais diabete nem insuficiência renal. Há 40 dias, recebeu pâncreas e rim novos. A novidade é que os órgãos são de doadores diferentes: o pâncreas transplantado é de doador cadáver e o rim, de doador vivo. A mãe de Danilo, Tânia Pavan, de 52 anos, doou o rim. ‘‘É a liberdade’’, afirma Tânia, ao explicar o que os transplantes significam para o filho.
É o primeiro transplante desse tipo realizado no Brasil. A cirurgia foi feita pela equipe do Hospital Albert Einstein, inspirada no sucesso da experiência da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.
Graças ao sucesso da cirurgia de Danilo, a equipe do Einstein está revendo a lista de seus 80 pacientes que precisam de transplante duplo de pâncreas e rim. Quem tiver doador vivo pode fazer a nova cirurgia e ganhar qualidade de vida sem ter de esperar tanto.

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