Segundo a diretora superintendente do HU, Elizabeth Urse, o hospital espera o recebimento de aproximadamente R$ 10 milhões provenientes de serviços já prestados via Sistema Único de Saúde (SUS) e repasses de um programa do governo do Estado. Ela também confirmou que a folha de pagamento está em dia, sem atrasos. "Com isso, nós conseguimos manter o HU com um abastecimento normal, mas esgotou a nossa condição de investimento. Hoje, não temos condições de fazer a manutenção predial adequada e melhorias de tecnologias", afirmou.
De acordo com ela, o HU recebe de 14 a 20 pacientes graves, entubados, com necessidade de encaminhamentos para Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, o hospital possui 17 leitos de UTI para adultos, sendo que o mínimo necessário seria de 50 leitos. A superintendente ainda informou que das 2.176 vagas para servidores, 318 (14,6%) estão desocupadas. Além da reposição dos funcionários, Elizabeth afirmou que seria necessária a expansão do quadro de funcionários para contratação de fisioterapeutas, enfermeiros, anestesistas, ortopedistas e neurologistas, que custam R$ 500 mil por mês, dinheiro que poderia ser investido na infraestrutura local. "O hospital tem essa necessidade de atendimento na alta complexidade, pois o HU é uma referência na macrorregião de 2 milhões de habitantes", ressaltou. (R.F.)

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