Hospital adota novo sistema para coleta de sangue
São Paulo, 18 (AE) - O Hospital Sírio Libanês inaugurou hoje um sistema inédito no País para coleta de sangue e obtenção de hemocomponentes. Com o novo processo, não há mais a necessidade de o sangue doado ser colocado em uma bolsa e, depois, ter seus componentes - o plasma, os glóbulos e as plaquetas - separados em laboratório. Agora, o material doado é imediatamente separado pela máquina.
O diretor do banco de sangue do Hospital Sírio Libanês, Silvano Wendel, garante que a técnica traz inúmeros benefícios. "Com esse equipamento, podemos determinar qual a quantidade exata de plaquetas, glóbulos e plasma", conta. Wendel explica que a quantidade de cada hemocomponente varia de doador para doador. Com o novo sistema, no entanto, a coleta é realizada até se obter uma determinada quantia de cada componente. "Antes, um paciente podia receber uma quantidade maior de plaquetas do que o necessário", afirma. "Com o novo equipamento, haverá um rigor bem maior".
A nova técnica foi aprovada nos Estados Unidos há cerca de seis meses. Desde então, menos de dez centros do mundo passaram a adotá-la. "Mas certamente, dentro de alguns anos, esse procedimento será corriqueiro", afirmou Wendel. O equipamento tem um inconveniente: o tempo de doação saltou de 20 minutos para 45 minutos. O médico, no entanto, não acredita que esse aumento afugentará os doadores. "Temos de mudar todo o conceito de doação e para isso vamos realizar várias campanhas"
afirmou. Profissionais do hospital também serão treinados. Para a instalação do novo equipamento, o Hospital Sírio Libanês investiu cerca de US$ 200 mil. Wendel acredita que, em um ano, cerca de 20% da coleta mensal de sangue seja feita por meio do novo equipamento. Cerca de mil doadores passam pelo hospital todos os meses.





