Uma das rotinas do Hospital Evangélico de Londrina para pacientes que não se movimentam sozinhos é fazer a mudança de posição a cada duas horas. Mas, essa é apenas uma das medidas para reduzir o risco de desenvolvimento de úlcera de pressão, segundo os enfermeiros Gilberto Vicente Berg, coordenador de Medicina Preventiva, e Lidiane Pereira de Godoy Hecko, da Comissão de Curativos e do Ambulatório de Tratamento de Feridas.
Outra rotina é a utilização de uma tabela que avalia os riscos do paciente. Isso inclui pontos como idade, tempo de internação, imobilidade, desnutrição, uso de medicamentos, estresse e incontinência urinária e fecal. ''O controle da umidade é um dos grandes desafios, pois é uma questão de horas para a ferida se formar'', aponta Lidiane. ''Em casa, o principal fator que a família deve cuidar é a higiene, além da mudança de posição'', completa Berg.
A melhor medida é mesmo a prevenção, ressalta a enfermeira Everediana Pavão Canezin, do serviço de Suporte em Feridas da Santa Casa de Londrina. Ela explica que uma vez instalada a ferida é preciso tratá-la e isso implica em perda de qualidade de vida, dor, sofrimento e custo. ''O ideal é buscar orientação profissional. É muito comum o paciente chegar ao hospital já com uma ferida em estado avançado, quando o tratamento já é mais difícil'', afirma. O aparecimento de áreas avermelhadas já indica o início da úlcera de grau 1.
Um dos tratamentos que a Santa Casa vai dispor para pacientes com feridas é o uso de terapia hiperbárica, uma câmara onde a pessoa entra e recebe oxigênio em pressão atmosférica maior que o normal para melhorar a circulação do organismo. A previsão, segundo assessoria de imprensa do hospital, é que o serviço comece a funcionar em junho. (C.P.)

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