São Paulo- Os hospitais-sentinela para o vírus da gripe aviária asiática, que o Ministério da Saúde está implantando em parceria com as secretarias estaduais, são essenciais para atuar em uma possível pandemia e salvar vidas. A opinião é da infectologista Nancy Bellei, responsável pelo laboratório de pesquisa de vírus do Hospital São Paulo, que deverá ser designado para hospital-sentinela na capital até o início do ano. Durante o risco de surto da pneumonia asiática (Sars), o hospital já teve essa função.
Atualmente, no estado, duas instituições já funcionam como sentinelas para a gripe aviária: o Hospital Infantil Menino Jesus e o Hospital Municipal José Storopoli. Até o início do ano, o Hospital São Paulo e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto também deverão ser designados e o número de unidades poderá chegar a oito em meados de 2006. Segundo Nancy Bellei, ainda não foram repassadas informações sobre as mudanças na estrutura e no quadro de funcionários.
A pesquisadora explicou que os governos federal e estadual determinaram o aumento no número de postos de vigilância, medida que considera ''necessária, uma vez que o mundo está em alerta de uma possibilidade de uma eventual pandemia''. E esclareceu que os hospitais-sentinela mantêm o seu atendimento habitual, mas os funcionários têm por obrigação levantar dados específicos de pacientes com gripe e reportar ao governo.

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