Londrina - Mais uma vez o caos se instalou na saúde em Londrina. No início da tarde de ontem todos os hospitais de grande porte estavam trabalhando com os Pronto-Socorros (PS) superlotados. O atendimento estava restrito a casos de urgência e emergência.
O Hospital Universitário (HU) conta com 48 vagas no PS e 17 vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no entanto, estavam sendo atendidos 69 pacientes no PS e outras sete pessoas estavam entubadas aguardando leito de UTI. Na Santa Casa, onde existem quatro leitos no pronto-socorro, havia 18 pessoas internadas e mais dez em atendimento. Uma pessoa estava entubada aguardando leito de UTI.
De acordo com Elaine Hernandes, supervisora da Urgência e Emergência da Santa Casa, o hospital está trabalhando no limite deste a última terça-feira. ''Estamos com atendimento restrito há três dias. Mesmo com a alta de alguns pacientes não conseguimos aliviar. São cerca de 30 entradas de pacientes diariamente'', explicou. Ela destacou que apesar da restrição no atendimento, os pacientes referenciados ou cardíacos são atendidos pelas equipes médicas. No Hospital Evangélico os 12 leitos de UTI adulto estavam ocupados e havia sete pacientes aguardando uma vaga na unidade. O hospital também restringiu o atendimento a pacientes de urgência e emergência.
Além dos hospitais de grande porte, os hospitais Anísio Figueiredo (Zona Norte) e Eulalino Ignácio Andrade (Zona Sul) também enfrentaram superlotação nos pronto-socorros durante a tarde de ontem.
No Pronto-Atendimento Municipal (PAM) a situação não era diferente. Por volta das 15h30, havia pacientes que chegaram às 8 horas e ainda não haviam sido atendidos. No local trabalhava apenas um médico. Natalino de Jesus Pigaiani de 44 anos estava há quatro horas e meia aguardando. ''Só passei tela triagem. No Hospital da Zona Norte não tinha médico pela manhã e vim para cá. Não sei que horas serei atendido. Vou esperar para ver'', disse. Jucélia Dias, de 49 anos, estava na fila há sete horas e meia. ''Estou com a costela quebrada. Acabou o meu remédio e eu continuo com dor. Não tenho ideia de que horas vou ser atendida'', afirmou.

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