Curitiba- Os pacientes internados em hospitais em Curitiba poderão ter que pagar à parte pelo lixo hospitalar que produzirem, independentemente se forem atendidos por planos de saúde ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A hipótese foi levantada ontem pelo presidente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), José Francisco Schivon, depois que o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná determinou que a responsabilidade de dar fim ao lixo infectante é do estabelecimento que o produz e não mais da prefeitura municipal. Já o Procon-PR diz que isso é inviável e que a ameaça da cobrança é uma tentativa de fazer a população pressionar o município a voltar atrás.
''O SUS não paga e os planos também não vão pagar. Então o paciente vai ter que pagar na hora da saída. Como qualquer outra conta adicional, como o telefone por exemplo'', afirmou Schivon. ''Os pacientes vão ter que entender que não é nossa culpa'', completou.
Para a Fehospar, os hospitais estão trabalhando no limite e não têm como assumir o ônus. Ontem o TJ julgou recurso dos donos de estabelecimentos de saúde e por maioria de votos decidiu que não é obrigação da prefeitura arcar com a coleta de lixo hospitalar.
A advogada do Procon-PR, Cláudia Silvano, afirmou que o problema do ônus com o lixo hospitalar não é do paciente. ''Isso faz parte do custo do negócio'', defendeu. Para ela, essa é uma forma de usar os pacientes para pressionar a prefeitura. ''Mas os hospitais não podem apontar a arma para o peito do mais fraco'', argumentou.
A vala séptica de Curitiba, que abrigava o lixo hospitalar da Capital e Região Metropolitana, foi fechada em abril por determinação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Com isso, os estabelecimentos de saúde ficaram obrigados a contratar empresas para recolher o material e dar um fim adequado a ele.

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