Hospitais federais do Rio vão centralizar compras de remédios
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Adriana Ferreira 
Rio, 08 (AE) - Para combater o aumento abusivo de medicamentos e de material hospitalar, a coordenadora das Unidades Hospitalares Próprias do Ministério da Saúde no Rio, Ana Tereza da Silva Pereira Camargo, reuniu-se hoje com os diretores dos 13 hospitais federais no Estado e dos institutos Nacional de Câncer e Fernandes Figueira. Ficou acertado que as compras serão centralizadas e , para isso, hospitais determinarão um "kit básico" (material médico hospitalar e medicamentos) para negociar com os fornecedores.
De acordo com Ana Tereza, os hospitais universitários federais - Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o da UNI-Rio - e os três hospitais das Forças Armadas também serão incorporados ao movimento de combate ao aumento de preços. Os contatos com estes hospitais serão feitos ainda nesta semana. "Vamos fazer um cartel de comprador", disse Ana Tereza.
O "kit básico", explica a coordenadora, terá cerca de 200 itens de grande consumo em hospitais. Com a relação será organizado um registro de preço único para os produtos. "Vamos usar nosso poder de compra", diz. Segundo ela, mais de 50% das compras no Rio são feitas por hospitais públicos. Um movimento anual, de acordo com Ana Tereza, de cerca de R$ 100 milhões.
"Não dá para ficar ao sabor de um aumento desenfreado, com expectativa de uma inflação futura", argumenta Ana Tereza. Também ficou acertado que as direções dos hospitais vão procurar racionalizar. "Há espaço para o ajuste, como a diminuição de exames", afirmou Ana Tereza.
A reunião com a diretoria dos hospitais foi feita seguindo orientação do ministro da Saúde, José Serra, que no último sábado fez um encontro com representantes dos principais hospitais de São Paulo, incluindo os particulares. Na reunião, Serra ressaltou a importância de se fazer um movimento para a negociação de preços.


