Hospitais fazem apelo no Dia Nacional do Doador de Órgãos
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segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Herton Escobar<br>Agência Estado 
São Paulo- O assunto não é dos mais agradáveis. Nem para se ler no jornal, muito menos para se discutir com a família na mesa de jantar. Mas trata-se de uma questão de vida e morte. Todos os dias, em hospitais públicos e privados do País, famílias em luto pela perda de um parente se vêem diante da decisão de fazer ou não uma doação de órgãos.
A esperança dos médicos - e das mais de 60 mil pessoas que esperam por um transplante no Brasil - é que essa decisão não tenha que ser tomada ali, diante da sala de emergência ou de um quarto de UTI. A orientação é que ela seja discutida antecipadamente, longe das pressões emocionais do ambiente hospitalar.
Essa é a principal mensagem de várias campanhas e debates que deverão marcar, hoje, o Dia Nacional do Doador de Órgãos. ''A conversa sobre doação deve ocorrer num momento de tranquilidade, e não no momento em que se está sofrendo a perda de um ente querido'', diz o coordenador da Organização de Procura de Órgãos do Hospital das Clínicas e vice-diretor clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, Milton Glezer. ''Isso tira um peso enorme dos familiares.''
Aqueles que desejam ser doadores de órgãos, segundo os médicos, devem comunicar claramente esse desejo aos seus familiares. Pela legislação brasileira, não é preciso deixar nenhuma documentação por escrito. A decisão, no final, cabe inteiramente à família.


