Rio, 18 (AE) - A delegada Marta Cavalliere comunicou hoje às direções dos hospitais estaduais, municipais e privados do Rio de Janeiro que elas têm prazo de uma semana para entregar relatórios de óbitos dos dois últimos anos à Delegacia de Homicídios.
O objetivo do levantamento é investigar possíveis casos semelhantes aos do auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, de 42 anos, que confessou ter matado duas pacientes, no Hospital Salgado Filho, no Méier, na zona norte do Rio. Ele é suspeito de mais 131 mortes.
A delegada decidiu investigar as unidades da rede pública e privada após receber denúncias de famílias de mortos. Amanhã (19) pela manhã Marta vai reunir-se com o secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, para discutir o relatório das investigações que apuram a suspeita de envolvimentos de funcionários do Salgado Filho com a "máfia das funerárias", fraudes de seguros e tráfico de orgãos.
Hoje parentes do comerciante Nélson Pires Tereza, de 35 anos, procuraram policiais da 35 ª Delegacia Policial ( Campo Grande), na zona oeste, por suspeitarem de assassinato. Segundo a família, Nélson morreu meia hora depois de ser internado na unidade com fortes dores no peito. Eles afirmaram que foram avisados sobre o falecimento por agentes funerários.
Guimarães foi indiciado por duplo homicídio, ontem (17), pela de morte Maria Aparecida Pereira Gomes e Francisca Teresa Coutinho de Oliveira. A polícia investiga ainda se o auxiliar de enfermagem teria praticado outros crimes.

mockup