Hospitais do Interior paulista podem ficar sem oxigênio
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Jair Aceituno 
Bauru, SP, 28 (AE) - O bloqueio das estradas está prejudicando o abastecimento dos hospitais do centro-oeste paulista. A informação foi prestada pelo gerente da unidade de negócios de Bauru da White Martins, Márcio Grespan. Ele disse que desde segunda-feira a unidade - encarregada do abastecimento dos hospitais e outros estabelecimentos que utilizam gases medicinais nas áreas de Bauru, Marília, Araçatuba e Presidente Prudente - não recebe suprimentos, pois está com mais de 30% da sua frota de caminhões parada nas estradas. Os estoques de oxigênio de alguns hospitais da área entrarão em nível crítico amanhã se não receberem reforço. Por isso a empresa está tentando negociar com a Polícia Rodoviária e com as lideranças do caminhoneiros a liberação pelo menos dos veículos que levam o esse gás.
A falta dos gases - oxigênio, nitrogênio, óxido de carbono e argônio - também é sentida em algumas indústrias. Fábricas de refrigerantes, de celulose e processadoras de chumbo da região também estão preparadas para suspender suas atividades por falta desses insumos.
Em Bauru, os comerciantes do entreposto do Ceagesp disseram hoje que estão faltando verduras e legumes. Os postos de gasolina, segundo o sindicato do setor, têm estoques para abastecer a frota normalmente até a sexta-feira, o mesmo acontecendo com os distribuidores de gás de cozinha.
Caminhões que levavam asfalto para a Prefeitura de Bauru estão parados em bloqueios desde a terça-feira, o que fez parar o serviço de manutenção das ruas da cidade. Na região de Bauru, apesar de volumoso - com 800 caminhões em Agudos e 1.000 em Botucatu -, o movimento não registrou confrontos. A lentidão do trânsito nos bloqueios fez com que os ônibus que viajam entre Bauru e São Paulo chegassem a seus destinos com atrasos de aproximadamente duas horas.


