O Ministério da Saúde destinou recentemente R$ 5,3 milhões para o custeio das ações de Média e Alta Complexidade (MAC) em cinco municípios do Estado. Do total, R$ 3,4 milhões foram destinados para a habilitação e qualificação de leitos de retaguarda da Santa Casa de Londrina. Na prática, significa que o hospital vai poder arcar com os custos da implantação de 22 leitos destinados ao atendimento de urgência e emergência, em funcionamento há um ano.
A Santa Casa também explicou que não houve ampliação de leitos. As 22 vagas mais recentes, que se somaram a outras 22, foram obtidas por meio de remanejamento das 191 já existentes. A verba, que já foi transferida para o Fundo Municipal de Saúde, ainda depende dos trâmites legais para chegar até a Santa Casa. A assessoria do hospital explicou que o repasse será feito em 12 parcelas de R$ 283 mil e será usado para minimizar a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) com os custos dos procedimentos. Segundo dados do setor contábil do hospital, mesmo com o repasse, as contas de muitos tratamentos ainda fecham no vermelho.
O secretário municipal de Saúde, Mohamed El Kadri, informou que, em breve, outros hospitais da cidade devem ser contemplados com investimentos federais. "São quantias significativas que ajudam os hospitais a manter as contas em dia", destacou. O secretário informou que os procedimentos burocráticos para o repasse à Santa Casa já estão em andamento.
O restante da verba será aplicado no custeio de quatro centros de traumas no Estado. A unidade do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), vai receber R$ 775.536. Também na RMC, o centro de traumas do Hospital e Maternidade de São José dos Pinhais vai contar com R$ 414.218 para a manutenção dos trabalhos no próximo ano. Já o Hospital e Maternidade de Ivaiporã, no Vale do Ivaí, recebe o aporte de R$ 444.273 para manter as especialidades de ortopedia, cirurgia geral e neurocirurgia. Referência para 42 municípios, o Hospital Regional do Sudoeste, Walter Alberto Pecoits, em Francisco Beltrão, foi beneficiado com R$ 335.834.
No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 96 milhões para custeio das ações em 20 estados. De acordo com dados do governo federal, o objetivo do reforço orçamentário é ampliar o atendimento prestado à população na rede pública e conveniada ao SUS. As ações do bloco de financiamento MAC incluem à ampliação e melhoria da Rede Cegonha, Rede de Urgência e Emergência, possibilitando a habilitação de novos serviços como leitos de UTI Adulto, Pediátrico e Neonatal, e Centros de Trauma.

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