Curitiba - Representantes de estabelecimentos de saúde de todo o Paraná se reuniram ontem, no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, para debater medidas de diagnóstico e controle de infecção hospital, com o objetivo de limitar a propagação de bactérias resistentes a vários tipos de antibióticos. O Fórum Paranaense de Controle de Bactérias Multirresistentes foi promovido pela Secretaria de Estado da Saúde.
O infectologista Moacir Pires, coordenador da Comissão Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde, disse que 70% dos 480 hospitais (público e privados) do Paraná registram a ocorrência de infecções através do sistema Online de Notificação de Controle de Infecção Hospitalar (SONIH). Índice considerado bom pelas autoridades médicas.
Esse tipo de infecção é aquela adquirida após a internação do paciente e se manifesta durante a estada dele no estabelecimento de saúde ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com os procedimentos hospitalares.
Pires explica que esse problema é um fenômeno que vem crescendo em todo o mundo em função do tratamento prolongado em hospitais de pacientes com baixa imunidade. Os casos são mais comuns em estabelecimentos grandes, de alta complexidade, que realizam procedimentos cirúrgicos e possuem Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Em janeiro deste ano, alguns hospitais paranaenses tiveram que interditar por alguns dias suas UTIs por registro de bactérias multirresistentes.
O coordenador lembrou que na reunião de ontem foram discutidas desde as medidas clássicas de controle, como isolamento de pacientes no hospital, uso de luvas e higiene de mãos, como outras formas mais complexas. Pires levou para o fórum a importância de que os hospitais adotem efetivamente um programa surgido nos Estados Unidos, na década de 1990, chamado ''Paciente Seguro''. São ações duplas ou triplas de checagem de procedimentos para que se evite a quebra de protocolos no histórico hospitalar do paciente.

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