Os servidores do Hospital Universitário de Londrina entram em greve a partir das 7 horas de hoje por tempo indeterminado. O hospital vai funcionar em esquema de revezamento, atendendo casos de urgência e emergência no pronto-socorro. O Hospital de Clínicas permanecerá fechado.
A presidente do SinSaúde (Sindicato da Saúde), Ana Maria da Cruz, recomenda aos doentes que não procurem o HU. ‘‘Vamos ter problemas de atendimento, mas queremos que o prejuízo à população seja o menor possível’’, disse.
Ana Maria acredita que o sistema de sáude de Londrina sofrerá um colapso em três dias por causa da paralisação. ‘‘Os outros hospitais da cidade não têm estrutura para atender todos os casos’’. Os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul não atendem casos graves. O HU e a Santa Casa são os únicos a atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 1.600 servidores trabalham no HU e 178 no HC.
As reivindicações da categoria são reposição salarial de 41,14%, pagamento de horas-extras, contratação de 74 servidores para o HU, regulamentação do artigo 23 do plano de cargos e salários dos servidores – que trata da ascensão de nível por merecimento e tempo de casa, retorno da data-base, autonomia definitiva, além da contratação de 51 servidores para que a creche do HU entre em funcionamento. ‘‘Desde o dia 1º estamos tentando negociar com o governo estadual, que não apresentou propostas. O governo está sendo irredutível’’, afirmou Ana Maria.
Professores, funcionários e alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizam hoje, às 9h30, uma assembléia unificada no ginásio do Centro de Educação Física. Os funcionários do câmpus e dos hospitais de Clínicas e Universitário estão aderindo à greve dos professores e estudantes, iniciada na semana passada. Na quarta-feira será realizada rodada de negociação entre grevistas e governo estadual, em Curitiba.
O superintendente da Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad, disse que vai procurar absorver toda a demanda dentro da capacidade do hospital. ‘‘Se houver maior sobrecarga, deveremos acionar a central de leitos para transferir os pacientes para outros hospitais’’.
Nos últimos dias 31 e 1º, quando o HU e HC fizeram greve, a Santa Casa conseguiu suportar o aumento de casos porque o HU atendeu emergências e urgências. Haddad solicita à população que procure os postos de saúde para o atendimento básico. O pronto-socorro da Santa Casa atende de 200 a 250 pacientes por dia. ‘‘A situação só vai se complicar se a greve demorar mais do que uma semana’’.

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