A distribuidora Hospifar Comércio de Produtos Hospitalares e Farmacêuticos pretende interpelar judicialmente a Vigilância Sanitária Municipal, pedindo a desinterdição da empresa, fechada na última quinta-feira. De acordo com Elizeu Moreira, irmão de Jessé Moreira, proprietário da Hospifar, a vigilância fechou irregularmente a distribuidora, no momento que alegou a existência de produtos vencidos, que deveriam ter sido retirados pelo próprio município. ‘‘A vigilância agiu politicamente, porque não cumpriu o seu papel e depois foi no local dizer que tudo estava errado’’, queixou-se Elizeu.
Elizeu disse que a má-atuação da vigilância fez com que seu irmão fosse preso indevidamente. Jessé Moreira foi indiciado na Delegacia de Crimes Contra o Consumidor (Delcon) por estar armazenando medicamentos de forma incorreta. Ontem, a família de Jessé estava tentando conseguir um habeas corpus, para tirá-lo da Delegacia de Crimes Contra o Consumidor (Delcon).
O irmão de Jessé disse que a Secretaria Municipal da Saúde mentiu ao comunicar a imprensa que não sabia da existência de medicamentos vencidos. Desde janeiro, prossegue Elizeu, a Hospifar vinha solicitando o recolhimento dos produtos vencidos. ‘‘Mas eles alegavam não ter pessoal para este trabalho’’, disse. Entre os materiais vencidos estavam soro, bolsas de sangue e soluções injetáveis.
Elizeu informou que a empresa, que funciona desde 1988, não havia registrado até então nenhum problema junto à Vigilância Sanitária. ‘‘Fornecemos produtos para todos os hospitais de Curitiba, sem nunca termos tido reclamações do que vendemos’’, disse.

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