Hosmany Ramos está em presídio na Islândia
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Agência Estado 
São Paulo - O ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos quer continuar na Islândia para terminar a autobiografia. Hosmany foi preso na semana passada ao tentar entrar no país usando o passaporte do irmão. Ele está foragido da Justiça brasileira desde o fim de 2008, quando deixou a cadeia no interior de São Paulo com o benefício da saída temporária para o Natal. Condenado a 15 dias (isso mesmo, 15 dias), ele classifica a prisão islandesa como um hotel 4 estrelas e espera permanecer na Europa.
O Brasil não tem acordo de extradição com a Islândia, mas pode usar um pacto de reciprocidade - tratamentos iguais para presos nos dois países - para trazer Hosmany de volta. Para tanto, aguarda-se uma decisão da Justiça brasileira.
Na prisão, ele tem acesso à internet, iPod, televisão e atende ao telefone. Hosmany deve ficar preso até a semana que vem e diz que não há como comparar as prisões brasileiras com as do país europeu. As brasileiras são verdadeiros infernos, diz. O médico se diz perseguido no Brasil e conta que procurou um lugar onde pudesse ser aceito.
Hosmany nega que estava indo para o Canadá. Ele embarcou de Oslo, na Noruega, em um voo que iria para o país da América do Norte, com uma escala na Islândia. No entanto, diz que sempre quis ir para a Islândia. Aqui tem uma energia fantástica, afirma.
Para chegar até a Islândia, Hosmany passou por vários países da Europa. Ele conta que comprou um Euroline pass, um bilhete que custa cerca de 230 euros e dá direito a viagens ilimitadas entre países europeus durante 15 dias. Antes de ir para a Europa, passou pela Guiana Francesa, onde visitou a Ilha do Diabo, antiga colônia penal francesa retratada pelo escritor Henri Charrière no livro Papillon.


