Los Angeles, 27 (AE-AP) - Um hormônio produzido naturalmente em células de gordura traz a promessa de ajudar as pessoas a emagrecer, embora um pequeno número das submetidas ao estudo engordasse no período de seis meses abrangido pelo estudo. A maioria dos 47 adultos que receberam injeção de doses variáveis do hormônio leptina perdeu peso, e os que receberam doses maiores emagreceram mais - até 7 quilos, em média. O estudo combinou exercícios e dieta com o tratamento hormonal. Mas algumas pessoas engordaram, numa mostra de que é preciso aprofundar a experiência.
"Não existe uma fórmula mágica", disse o principal autor do relatório sobre o estudo, dr. Steven B. Heymsfield, do Hospital St.Lukes-Roosevelt, em Nova York, falando a repórteres que cobrem assuntos científicos na conferência da Associação Americana de Medicina.
Embora seja possível que um dia cientistas consigam "desligar o apetite", acrescentou Heymsfield, "dieta e exercícios são em última análise a base do tratamento" da obesidade. O estudo começou com 70 adultos, mas apenas 47 ficaram até o fim.
Os que receberam placebo (substância inócua) emagreceram 1,35 quilo em média, ao passo que os tratados com leptina perderam em média 675 gramas no caso dos que tomaram a menor dose e até 7 quilos em média no caso dos que receberam a mais alta dosagem.
Alguns engordaram de 0,9 a 4,5 quilos, ao que parece porque seus organismos rejeitam leptina, informou Heymsfield. Os resultados preliminares do estudo, financiado pelo fabricante de leptina Amgen, com matriz na Califórnia, foram divulgados no ano passado. A pesquisa em seres humanos ainda é experimental e só daqui a anos ela será receitada em tratamentos.
Os resultados do estudo são "ambíguos" porque as doses de leptina administradas foram relativamente altas em comparação com os índices naturais, a perda de peso foi pequena e algumas pessoas não reagiram nem um pouco ao tratamento, disse um pesquisador de leptina que não participou do estudo.
"Não sabemos se esses níveis e tipo de leptina são realmente seguros", disse o dr. Luciano Rossetti, professor na Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York. "Isso traz esperança e preocupação ao mesmo tempo." A leptina é profuzida por células de gordura. Acredita-se que ela avisa o cérebro para que a pessoa pare de comer, mas o aviso não é entendido pelo organismo de algumas pessoas obesas. Ela figura entre pelo menos meia dúzia de hormônios que "regulam rigidamente" a ingestão de alimento por animais e provavelmente por seres humanos, disse Heymsfield.
Ele salientou que, no estudo, os maiores índices de emagrecimento foram conseguidos com a injeção diária do equivalente a várias colheres de sopa do hormônio, e possivelmente será preciso tomá-lo pelo resto da vida para conservar seus benefícios.

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