Horário de verão termina no sábado à meia-noite; economia total no consumo pode chegar a 2,3%
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Gustavo Paul 
Brasília, 22 (AE) - A partir da meia noite de sábado todos os relógios das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, além do Tocantins e Roraima deverão ser atrasados em uma hora. Será o fim da 26ª versão do Horário de Verão, que se iniciou em 03 de outubro e terá duração de 146 dias. Com a medida, o governo conseguiu deslocar o momento do pico do consumo de energia elétrica, evitando o excesso de demanda e o risco de sobrecarga no sistema elétrico.
Para os cerca de 150 milhões de habitantes dos 21 Estados e do Distrito Federal afetadas pela medida, o fim desta versão do horário de verão irá alterar novamente alguns hábitos. Os dias serão menores e o anoitecer chegará mais cedo. A definição das datas de vigência do horário de verão obedeceu ao critério de luminosidade do dia. Quando foi iniciado o horário de verão, em outubro, o alvorecer em São Paulo, por exemplo, passou das 5h19 para 6h19 e o entardecer foi das 18h32 para 19h32. Ao se encerrar o novo horário no dia 27, o sol nascerá mais cedo, passando de 6h33 para 5h33. O entardecer, que ocorreria às 20h05, deverá ser às 19h05.
De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a vigência do horário deve proporcionar uma economia média de energia de 1% no País e ajudará a evitar a concentração de consumo elétrico no horário de pico. Segundo o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, a expectativa é de que tenha ocorrido uma economia total de 2,3% no consumo de energia nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Para o consumidor final, a economia na conta de luz ficará entre 0,5% e 1%.
A maior demanda de energia se situa entre 18 horas e 21 horas (de acordo com a região), e por isso o risco de sobrecarga e possíveis blecautes no sistema elétrico é maior neste período. O levantamento da economia gerada ainda não foi divulgado, mas a economia prevista neste faixa de maior consumo, durante o horário de verão, deverá ter sido em média de 7%. No Estado de São Paulo, o momento médio de pico de consumo de energia pulou de 18h30 para 19h30.


