Horário de verão termina neste fim de semana
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Agência Estadual de Notícias 
Termina neste fim de semana a 39ª edição do horário brasileiro de verão. Dez estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, deverão atrasar o relógio em uma hora, à meia-noite de sábado para domingo, voltando a marcar 23 horas. A mudança deixará o dia 15 de fevereiro mais longo, com 25 horas, repondo a hora que foi adiantada no dia 20 de outubro de 2013.
Nos quatro meses em que esteve em vigência, a estimativa é que a medida tenha reduzido em torno de 4% os níveis máximos de demanda por energia no sistema da Copel no Paraná durante um dos períodos mais críticos do dia, entre 18 e 21 horas (no verão, entre 19 e 22 horas).
ALIVIAR A CARGA - Ao contrário do que as pessoas em geral supõem, o horário de verão não serve apenas para economizar energia. A principal finalidade é aliviar a carga sobre o sistema elétrico. Na edição 2013/2014, durante o horário de maior demanda, estima-se que tenham sido retirados 220 megawatts de potência da rede da Copel, o equivalente à demanda máxima de uma cidade como Maringá, com 385 mil habitantes.
"Durante o horário de verão, é possível diluir ao longo do dia o pico de demanda de energia das diversas classes de consumo, dissociando, por exemplo, o consumo máximo de energia nas residências do horário de acionamento da iluminação pública", explica o gerente de Operação do Sistema de Alta Tensão da Distribuição da Copel, Nelson Cuquel.
Ao possibilitar uma folga na demanda máxima simultânea por energia, a mudança de horário no verão torna mais eficiente a operação de usinas, subestações e linhas de transmissão, conferindo maior segurança à transmissão e distribuição de energia.
NOVO HORÁRIO DE PICO - As altas temperaturas neste verão confirmaram uma tendência dos últimos anos, de aumento do consumo de energia entre 14 e 15 horas, período de maior insolação no dia. "O último mês de janeiro, em particular, registrou médias de temperatura muito acima do normal em todo o Brasil, o que acarretou recordes de demanda de energia devido à popularização de aparelhos de climatização, como o ar-condicionado", afirma Cuquel.
A informação é confirmada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), que registrou um aumento de 18,4% da carga de energia no Sistema Interligado Nacional em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo o ONS, o aumento se dá em função principalmente de dois fatores: o uso residencial e comercial intensivo de aparelhos de refrigeração nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, e a retomada das atividades industriais ao longo do mês.
Apesar dos recordes de demanda, a Copel considera que o risco de haver desligamentos por conta do alto consumo é mínimo. "O fornecimento de energia pode ser garantido pelas usinas térmicas, apesar do alto custo que esta estratégia representa, e que acaba sendo paga pelos consumidores", explica Cuquel. "Tendo isto em vista, é importante evitar ao máximo o desperdício de energia nos horários de maior demanda, no início da tarde e no início da noite".
Assim, se o horário de verão presta-se, historicamente, a aliviar a operação do sistema elétrico entre 18 e 21 horas, a estratégia para conferir uma folga ao sistema durante os novos picos de demanda das 14 às 15 horas é usar a energia com eficiência, combatendo seu desperdício.
HORÁRIO DE VERÃO - A medida começou a ser aplicada no Brasil na década de 1930, durante o governo do presidente Getúlio Vargas. A primeira edição durou quase seis meses: de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Nos 35 anos seguintes, a medida foi instituída em nove oportunidades: em 1932, de 1949 a 1952, em 1963 e de 1965 a 1967. Depois de muito tempo esquecido, o horário de verão ressurgiu em 1985 por decreto do presidente José Sarney, passando a ser adotado anualmente desde então.
Em 2008, o Decreto 6.558 estabeleceu regras para a aplicação do horário de verão, como a área de abrangência (estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, incluindo o Distrito Federal) e época para início e término (terceiro domingo de outubro e terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte, respectivamente).


