A partir da zero hora do próximo domingo, dia 8, todos os relógios das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, além de Tocantins e Roraima e Distrito Federal, deverão ser adiantados em uma hora. Com esta medida, o governo quer afastar o risco de aumento da demanda no horário de pico de consumo, entre 18 horas e 20 horas, no período de maior calor do ano. O tempo de vigência do próximo horário de verão será de 133 dias, 14 menos que a versão encerrada em fevereiro passado. Os relógios deverão voltar ao horário normal no dia 18 de fevereiro de 2001, que também será um domingo.
O temor do Ministério de Minas e Energia é que o aumento da demanda possa levar ao crescimento do consumo até o limite da capacidade de geração de energia do País. Neste caso, o risco de haver problemas no abastecimento é muito maior, pois não haveria sobra de energia para eventuais emergências. Normalmente, durante o verão a utilização de aparelhos de ar condicionado é maior. Além disso, nos últimos meses do ano, a atividade industrial se intensifica, a aumentando o consumo. A medida é considerada estratégica pois o ano de 2001 terá a menor entrada de energia nova no sistema elétrico brasileiro, em relação aos anos anteriores, o que poderá trazer dificuldades para atender ao aumento da demanda para uma economia que tende a crescer mais de 4%.
Segundo dados divulgados ao final da última versão do horário de verão pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), durante os 147 dias em que vigorou o horário diferente, houve uma redução de 6,2% na demanda de energia no horário de pico do consumo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

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