Brasília O horário de verão vai começar no dia 19 de outubro (zero hora de um domingo) quando os relógios serão adiantados em uma hora e durará 119 dias, até 14 de fevereiro de 2004. Segundo a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, ficam de fora do programa todos os estados do Norte e Nordeste, além do Mato Grosso. A ministra estima que sejam economizados entre R$ 27 milhões e R$ 30 milhões.
Esta será a 30 vez que ocorrerá o horário de verão no país. A primeira foi em 1931, sendo que desde 1985 ele vem sendo adotado sem interrupções. Em 2002, o horário de verão começou no dia 3 de novembro e terminou em 16 de fevereiro, e incluía Bahia, Mato Grosso e Tocantins, que agora ficam de fora. No ano passado, a Bahia foi à Justiça para ficar de fora da mudança.
Até 2001, o horário especial começava em outubro. Mas em 2002, em razão de um pedido da Justiça Eleitoral, o início do programa ficou para o primeiro fim de semana após o segundo turno das eleições presidenciais.
O objetivo central do horário de verão é reduzir o uso de energia nos horários de pico (entre 17h e 21h), para manter a segurança do sistema elétrico do país. No último verão, o programa gerou uma economia de 0,2% no consumo de energia, abaixo da meta definida pelo Ministério de Minas e Energia, que era de 0,6%. A explicação dada na época pelo ministério é que a população, depois do racionamento de energia, já vinha consumindo menos eletricidade.
Em compensação, a redução da demanda nos horários de pico entre 17 e 22 horas chegou a 4,5%, acima dos 4% esperados. Esse percentual de redução é suficiente para construir uma usina hidrelétrica com capacidade de gerar 1.600 MWs. Na avaliação divulgada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no início do mês, a medida é necessária, apesar de não ser ''absolutamente indispensável'' neste ano, devido à sobra de energia no sistema provocada pela redução do consumo.
De acordo com dados do ONS, o consumo de energia nos horários de ponta no sistema interligado nacional está em torno 52 mil média MW. Ou seja, 4 mil MW abaixo dos 56 mil MW registrado em abril de 2001 mês anterior ao início do racionamento de energia.
O ONS destacou que, caso o horário de verão não seja adotado, a expectativa é de que o consumo volte ao patamar de 56 mil MW no horário de ponta durante o verão, o que pode dificultar a operação do sistema.
O horário de verão deve provocar uma redução de 5% no consumo de energia no horário de pico nas regiões Sudeste e Centro-Oestre e de 6% no Sul. Segundo o ministério, isso equivale ao consumo no horário de pico das regiões metropolitanas de Curitiba, Londrina e Porto Alegre. A economia média será de apenas 0,5% nas duas regiões.
Para a ministra Dilma Rousseff, o principal objetivo da medida é tornar o sistema elétrico mais confiável. Ou seja, fica reduzido o risco de apagão. ''Não é pela (economia) energia que se entra no horário de verão, é pela (redução do risco de queda no sistema no horário de) ponta'', afirmou.

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