Brasília, DF- O horário de verão deve começar mais tarde este ano. Tradicionalmente ele se inicia nas primeiras semanas outubro, mas dessa vez deve entrar em vigor em novembro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu ao governo que a mudança seja somente depois do segundo turno das eleições, marcado para 31 de outubro.
O governo pode atender a solicitação e repetir o que ocorreu em 2002, quando, também por causa das eleições, os relógios foram adiantados em uma hora em 3 de novembro.
O Ministério de Minas e Energia está analisando o pedido do TSE e deve anunciar na próxima semana a vigência do novo horário. Se for atendido o pedido do TSE, o mais provável é que comece no dia 7 de novembro, o primeiro domingo depois do segundo turno das eleições. A idéia é fazer a mudança em um dia que provoque menos transtorno para a população. A praxe é divulgar a data 30 dias antes da entrada em vigor, para dar tempo às empresas e à população de se preparar.
O presidente TSE, Sepúlveda Pertence, disse ontem que o adiamento foi sugerido para evitar problemas com o funcionamento das urnas eletrônicas, pois os relógios estão programados para ser acionados às 7 horas dos dias 3 e 31 de outubro.
Na edição passada do horário de verão houve uma queda de 4,5% no consumo de energia no horário de maior gasto, das 18 horas às 21 horas. Para os técnicos do setor elétrico, essa redução de consumo no horário de pico é fundamental para evitar um colapso no sistema por excesso de carga.
Na última edição, a mudança foi adotada nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, deixando de fora os Estados de Tocantins, Bahia e Sergipe, que entraram nas edições anteriores. A medida foi adotada pela primeira vez em 1931, e de forma ininterrupta desde 1985. A última edição do horário de verão durou 119 dias, de 19 de outubro a 14 de fevereiro.

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