À meia-noite de domingo, os ponteiros dos relógios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia e do Tocantins, deverão ser adiantados em uma hora. Será a 13ª versão consecutiva do horário de verão no Brasil e a primeira, desde que foi reimplantado em 1985, que terá início à zero hora de uma segunda-feira. Para o diretor do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (Dnaee), José Mário Abdo, o ideal é a população das regiões atingidas alterarem seus relógios durante o domingo para evitar transtornos na manhã seguinte.
‘‘As pessoas estarão preparadas’’, disse Abdo. Para ele, o horário de verão já se incorporou à vida do brasileiro, que não tem mais dificuldade em se adaptar às mudanças do relógio.
A mudança na data de início do horário de verão deu-se em razão da missa campal que o papa João Paulo 2º realizará na manhã de domingo. ‘‘Não queríamos afetar a visita do papa e prejudicar os milhões de pessoas que assistirão a cerimônia’’, disse Abdo.
A decisão do Dnaee de iniciar o horário de verão neste final de semana deve-se ao horário em que ocorrerá o alvorecer no País. ‘‘A duração do novo horário começa a sofrer restrições quando o clarear do dia ocorre a partir das 6h30’’, afirma um documento do Dnaee.
Dessa forma, o alvorecer do dia 6 ocorrerá em Brasília às 6h25 e o entardecer às 19h34.
A vigência do horário de verão este ano será de 132 dias, a segunda maior dos últimos anos. Implantado pela primeira vez no Brasil em 1931, só a partir de 1985 foi definido que o horário de verão deveria se iniciar nos finais de semana.
Segundo o Dnaee, ‘‘como forma de proporcionar facilidades de adaptação à população’’. Em 1949, por exemplo, o horário de verão começou em uma quinta-feira e em 1966 em uma terça-feira.

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