Brasília - A próxima edição do horário de verão começará à zero hora do dia 16 de outubro, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora. O anúncio foi feito ontem pelo ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. O novo horário vai vigorar por 125 dias em todos os Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai até zero hora do dia 19 de fevereiro de 2006. Com a medida, o País deixará de consumir a mais 2.340 megawatts de energia no horário de pico, entre as 19h e 22h. Neste período há um consumo maior de energia, quando a maioria da pessoas voltam do trabalho para casa e ligam aparelhos de ar condicionado, chuveiro e televisão, por exemplo. Essa quantidade de energia que será economizada é suficiente para abastecer, no horário de pico, as cidades de Brasília, Vitória e Porto Alegre.
Com a medida, o governo procura eliminar riscos de apagões e aumentar a confiabilidade da operação do sistema de abastecimento de eletricidade nos meses mais quentes do ano, quando é verificado um aumento no gasto de energia.
O ministro ressaltou que a adoção do horário de verão evita ainda o aumento da produção de energia térmica, produzida por usinas que utilizam gás e diesel, com custo muito superior à energia hidrelétrica. Segundo Rondeau, com a diminuição da necessidade de geração de energia térmica, a previsão é de que haverá economia de R$ 32,4 milhões. ''É uma redução que resulta em economia para a sociedade, uma vez que dispensa aumento de tarifas'', diz nota distribuída pelo Ministério.
A mudança de horário permitirá uma redução entre 4% e 5% do consumo de energia, já que a iluminação pública é acionada uma hora e meia mais tarde que o normal, aproveitando a luz do sol que, nesse período, é mais prolongada. ''A adoção do horário de verão se baseia no maior aproveitamento da iluminação solar, pois implica redução do período noturno, em que se concentra o excesso de consumo da energia residencial, industrial, comercial e de iluminação pública'', ressalto o Ministério.
Nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, haverá uma redução de 1.800 MW no horário de pico, o que equivale a 4,6% da demanda de energia nessas áreas. Essa quantidade é correspondente à soma da demanda de Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC). No Sul, a redução será de 540 MW, cerca de 5% do total da demanda da região, o que corresponde a 80% do consumo da cidade de Porto Alegre (RS) no horário de ponta.
Esta é a 31 vez que o horário de verão vigora no País. A primeira edição foi em 1931, e desde 1985 vem sendo adotado todos os anos. Neste ano, a mudança de horário ocorrerá um fim de semana antes do referendo popular que vai decidir se o comércio de armas deve ou não ser proibido no País.

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