Horário de verão acaba sem atingir meta
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
Brasília, DF- O horário de verão termina hoje à meia-noite (0 hora de domingo) sem atingir os resultados esperados pelo governo. A redução de demanda por energia no horário de maior consumo (17 às 21 horas), principal objetivo da medida, ficou abaixo do que o governo inicialmente previa.
De acordo com o resultado preliminar divulgado ontem pelo Ministério de Minas e Energia, a redução de demanda nas regiões Sudeste e Centro-Oeste foi de 4,5%, enquanto o governo esperava que fosse de 5%. Na região Sul, a redução de demanda foi de 5%, mas o governo esperava 6%.
Com os resultados obtidos, a redução média da demanda por energia no horário de pico foi de aproximadamente 4,5% em toda a área de abrangência da medida: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
A redução de demanda conseguida equivale a consumo, no horário de pico, de cidades do porte de Belo Horizonte (MG), Contagem (MG), Betim (MG) e Porto Alegre (RS) somadas, ou à energia produzida pelas usinas nucleares de Angra 1 e 2.
Isso significa que, sem o horário de verão, seria necessário acrescentar ao sistema elétrico brasileiro usinas com esta potência para funcionar apenas no período de maior consumo.
Além da redução de demanda no horário de pico, o horário de verão também resulta em pequena economia média de energia ao longo de sua duração. Esse não é, no entanto, o objetivo da medida. A economia média de energia seria suficiente para atender a metade do consumo de cidades do porte de Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG) durante os 119 dias de duração do horário de verão.
O horário é adotado para compensar o aumento de consumo de energia elétrica que acontece nessa época do ano, quando o calor faz com que aumente o uso de aparelhos como ar-condicionado, que consomem muita energia.
De acordo com informações divulgadas ontem pelo Ministério de Minas e Energia, a adoção da medida significou uma economia de 0,4% no nível de água dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 1% nos reservatórios da região Sul.
A medida também tem efeito na tarifa de energia, evitando reajustes ainda maiores.
O horário de verão é usado no Brasil desde 1931 e, desde 1985, de forma ininterrupta.


