Hong Kong - As autoridades eclesiásticas de Hong Kong julgaram três sacerdotes católicos do território culpados de pederastia e tomaram medidas ‘‘conforme a lei da Igreja’’, informou ontem o jornal de Hong Kong ‘‘South China Morning Post’’.
Em um processo interno no qual a polícia não interveio, as autoridades católicas de Hong Kong decidiram suspender um dos religiosos, expulsar o segundo da Igreja e mudar o terceiro para atividades que não requeiram o contato com crianças.
Deste modo, os três sacerdotes foram obrigados a submeter-se a uma renovação espiritual e a um tratamento psiquiátrico, enquanto as famílias dos afetados receberam desculpas por parte da Igreja, além da oferta de uma compensação econômica.
O principal responsável da Igreja católica de Hong Kong, o cardeal Juan Bautista Wu Cheng-chung, informou que os abusos a crianças aconteceram nos últimos 27 anos, embora sem detalhes sobre as circunstâncias dos mesmos, e especificou que as medidas foram tomadas ‘‘de acordo com a Lei Eclesiástica’’.
O cardeal Wu assinalou que, embora três casos em 27 anos possam ser considerados poucos levando em conta que em Hong Kong trabalham 300 sacerdotes, ‘‘para a Igreja, apenas um caso já é muito’’.

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