Homossexuais realizam manifestação no centro de SP
São Paulo, 12 (AE) - Representantes de grupos gays realizaram hoje na Praça da República, região central de São Paulo, uma manifestação em memória do adestrador de cães Edson Neri da Silva, morto no dia 6 de fevereiro por um grupo de skinheads. O ato teve início às 17 horas e deveria se prolongar até a meia-noite. O local na praça onde o corpo do rapaz foi encontrado foi coberto por flores e cartazes pedindo justiça.
Representantes de 90 entidades homossexuais distribuíram um manifesto onde denunciam que são alvo de preconceito e violência. O manifesto também afitrma que a Anistia Internacional aponta o Brasil como um dos campeões mundiais de assassinatos de homossexuais. "Se um assaltante vir uma moça na rua e um gay, ele assalta o gay", disse Fábio Dias, de 29 anos, que mora próximo da Praça da República e passa todo o dia por ela, sempre acompanhado, com medo de ataques.
Não só homossexuais participaram do ato. Entidades como a Associação Cristã para Abolição da Tortura e até mesmo um grupo de punks também estiveram presentes ao manifesto. "Skinheads não têm ideologia. São um bando de estúpidos", afirmou um punk que se identificou como "Nilton Pitbull".
Para o secretário geral da Associação Brasileira de Gays
Lésbicas e Travestis, Cláudio Nascimento, esse linchamento representa um sistema de ideologia, fruto de manifestações de cultura de ódio". Segundo Nascimento, não só gays, mas nordestinos, judeus e negros devem se organizar e apoiar os próximos eventos.





