Curitiba- Cerca de 0,5% das cidades paranaenses possuem legislações municipais que prevêem punições contra pessoas que discriminem os homossexuais. Na Assembléia Legislativa, um projeto de lei estadual foi apresentado pela deputada estadual Elza Corrêa (PMDB). Mas foi engavetado devido às pressões da chamada bancada evangélica. Ontem, uma audiência pública debateu os direitos humanos dos gays, lésbicas, transexuais e travestis paranaenses. Nas estimativas do Grupo Dignidade e da Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD), cerca de 1,5 milhão de paranaenses são homossexuais.
''Não podemos nos calar. O Estado nega nossos direitos, mas temos que batalhar. O silêncio é a maior arma do preconceito'', apontou o gaúcho Alexandre Bôer, do Grupo Somos de Porto Alegre. A audiência debateu ainda os constantes ataques homofóbicos promovidos por skinheads e grupos extremistas em Curitiba nos últimos dois meses.
Por sugestão do deputado estadual Marcos Isfer (PPS), o Projeto de Lei 306/2005 será reapresentado em plenário ainda este ano. Apesar de ir contra o Regimento Interno (que prevê que projetos arquivados não possam ser reapresentados na mesma Legislatura), Isfer pretende usar como exemplo outro projeto que tramita na casa de forma irregular.

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