Brasília – Os números são contundentes: 51.330 homicídios e 42.425 mortes no trânsito aconteceram no Brasil em 2011, segundo relatório divulgado pelas cúpulas do Ministério da Saúde e do Ministério das Cidades ontem em Brasília. Entre os brasileiros assassinados naquele ano, mais de 28 mil eram homens com idade entre 20 e 39 anos. O contingente é superior à população de 83% dos municípios paranaenses.
A mesma faixa etária também predomina, de acordo com o levantamento, entre os que perdem a vida no trânsito. Pouco menos de 39% das vítimas eram adultos jovens do sexo masculino, ou mais de 16 mil pessoas, uma população equivalente à do município de Assaí, na Região Metropolitana de Londrina. No total, a faixa dos adultos jovens representa 56,7% dos atendimentos por violência em prontos-socorros
Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e das Cidades (interino), Alexandre Cordeiro Macedo, apresentaram os números que fazem parte do Viva (Vigilância de violências e acidentes), estudo realizado pelo Ministério da Saúde em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo Sistema Único de Saúde.
"Estas informações que apresentamos aqui têm papel decisivo para que tenhamos, nós e todos os demais órgãos federais, estaduais e municipais, mais segurança para agir. Também vamos utilizá-las em nossas campanhas de conscientização de motoristas, passageiros e pedestres", ressaltou Padilha.
De acordo com a pesquisa, 30,9% dos atendimentos de urgência e emergência decorrem de quedas. Logo em seguida, 26,2% dos atendimentos, vem o item acidente com transporte. Destes, 21,2% se declaram ou foram avaliados como alcoolizados. A maior parte das vítimas conduzia o carro (22,3%). Entre os embriagados, 21,4% era pedestre e 17,7% passageiro do carro. No item agressão, 49% das vítimas haviam ingerido álcool.
O Viva também mostra que a proporção do consumo de bebida alcoólica entre os pacientes homens foi bem superior ao das mulheres: 54,3% dos homens que sofreram violência e 24,9% dos que sofreram acidente de trânsito tinham ingerido álcool, enquanto os índices entre as pessoas do sexo feminino foram de 31,5% e 10,2%, respectivamente.
O ministro em exercício das Cidades destacou durante a apresentação dos dados que a lei seca, em vigor no país desde 2008, já começa a incitar mudanças significativas, como a redução de 24% das mortes no período do Carnaval 2013 (comparado ao do ano anterior). "Temos uma guerra no trânsito e isso tem de acabar. Fiscalização, legislação efetiva e ações de conscientização são importantes para termos um trânsito seguro", destacou Macedo.

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