Homicídios parados têm desfecho
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
Redaçao FolhaWeb 
Mais de 11 após a morte do mecânico Adão Mondeck, o acusado de ter provocado propositalmente o acidente que o vitimou, Irton Menino dos Santos, foi condenado a 17 anos e seis meses por homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio contra o filho da vítima.
A condenação saiu somente esta semana. O processo, que estava parado havia mais de uma década, foi um dos contemplados pelo Mutirão do Júri, realizado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), para tentar atingir a meta 4 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo do mutirão foi diminuir ao máximo a quantidade de processos antigos relativos a crimes contra a vida, que aguardavam decisão judicial até hoje. Somente em Londrina, 30 processos foram julgados, trazendo um alento aos familiares das vítimas e, ao mesmo tempo, aos réus que, durante esse período, tiveram suas vidas indefinidas por ausência de uma decisão.
''Não ficamos felizes pela decisão em si, pois estamos aqui porque nosso pai morreu. Mas a sentença nos traz um alívio. É a certeza de que essa história, finalmente, teve um fim'', desabafa Elza Mondeck Walichek, filha de Mondeck, após o pronunciamento da juíza Elizabeth Khater.
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