Homicídios caem, mas latrocínios aumentam no PR
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A quantidade de homicídios dolosos (com intenção de matar) no Paraná, durante o primeiro trimestre deste ano, caiu 9,59% em relação aos três primeiros meses de 2012. Em 2013 foram 744 ocorrências contra 823 do ano anterior. Por outro lado, o total de latrocínios (roubos seguidos de morte) e de lesões corporais seguidas de morte tiveram crescimento de 10% e 53%, respectivamente. Os casos de latrocínio subiram de 37 para 41 nos três primeiros meses deste ano; enquanto que as lesões corporais com vítimas fatais aumentaram de 19 para 29.
Os números fazem parte do Relatório Estatístico Criminal divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Para fins de planejamento e acompanhamento, a Sesp divide o Estado em 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) que, com exceção da capital, reúnem vários municípios.
Para o secretário de Segurança, Cid Vasques, os resultados fazem parte de um trabalho permanente, que incluem prevenção, monitoramento, trabalho de inteligência, prisões e grandes operações policiais. "Continuamos o trabalho com reuniões periódicas com delegados e comandantes de cada Aisp para entender as situações específicas de cada região", afirmou.
De todas as Aisps, 12 registraram aumento nas ocorrências, incluindo Jacarezinho, passando de três para 12 homicídios (300%); Cornélio Procópio, com seis registros em 2012 e 13 neste ano (116%); e Apucarana (143%), passando de sete ocorrências para 17.
Dez Aisps apresentaram queda, sendo a maior delas em Campo Mourão, que reduziu de 23 para 13 o total de homicídios (43,5%). Além disso, Foz do Iguaçu teve 36 registros contra 63 do mesmo período do ano passado (43%); Toledo, que passou de 36 ocorrências para 25 (30,5%); e Londrina apresentou 39 ocorrências em 2013 contra 56 no ano passado (30%).
Para o delegado chefe da Divisão Policial do Interior (DPI), Júlio Reis, o resultado envolve uma série de ações desenvolvidas, entre elas o reforço no efetivo, além da instalação das Unidades Paraná Seguro (UPS) em grandes cidades (Curitiba, Londrina e Cascavel), e do início das atividades das delegacias de Homicídios em Foz, Londrina e Cascavel. "Com uma delegacia especializada o volume de crimes elucidados tende a crescer e, consequentemente, a impunidade é reduzida porque os autores são reconhecidos. Isto acaba impactando na quantidade de ocorrências", destacou.
Latrocínio
Doze Aisps tiveram crescimento nos casos de latrocínio, sendo o maior observado em Apucarana, que registrou seis casos neste ano, contra apenas um no ano passado (500%). Quatro Aisps apresentaram queda, sendo a maior em São José dos Pinhais, que reduziu de 11 para três ocorrências de um período para outro (73%). Em Londrina ocorreram três latrocínios neste ano, contra nenhum no primeiro trimestre do ano passado.
Em relação às lesões corporais seguidas de morte, sete áreas integradas apresentaram alta, como Curitiba, que passou de três para 12 registros nos três primeiros meses deste ano (300%); e Campo Mourão, que somou quatro ocorrências contra apenas uma no primeiro trimestre do ano passado (300%). Outras seis Aisps tiveram queda, como Pato Branco, que de dois registros passou para apenas um (50%).
Segundo o delegado federal e coordenador-geral do Núcleo de Pesquisa em Segurança Pública e Privada (NPSPP) da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Algacir Mikalovski, a política que vem sendo adotada tem dado resultado, entretanto, há que se ter um olhar mais atento sobre os casos de latrocínio, que apresentaram crescimento.
"Os homicídios são crimes que não podem ser previstos, podem ser passionais ou um acerto de contas entre traficantes, por exemplo. Já os latrocínios são crimes patrimoniais e para combatê-los é necessário um reforço ostensivo nas ruas", disse.



