Homeopatia é usada no tratamento de câncer e Aids
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de outubro de 2009
Diogo Cavazotti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Quando uma doença incurável é detectada, como a Aids ou alguns tipos de câncer, o paciente começa a busca por um tratamento que aumente a expectativa e, sobretudo, a qualidade de vida. Nas duas enfermidades citadas, a baixa da imunidade representa o principal motivo da piora do quadro de saúde. Há alguns anos, experiências com tratamentos homeopáticos têm apresentado resultados favoráveis. Fórmulas específicas são utilizadas para aumentar a resistência e evitar que doenças oportunistas comprometam o organismo da pessoa.
Uma das especialistas no estudo é a professora do curso de Biologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dorly de Freitas Buchi. Em 1997, quando um membro da família passou a utilizar medicamentos homeopáticos para tratar de um tumor no pulmão, ela ficou atenta aos resultados. A expectativa do doente era de três meses de vida. Ele morreu dois anos depois.
Atualmente, Dorly estuda 11 fórmulas diferentes que reforçam o sistema imunológico. Outras cinco são usadas para suprimir a imunidade, indicadas a pacientes que desenvolvem doenças autoimunes (com anticorpos que agridem o organismo). Três medicamentos têm apresentado resultados favoráveis para soropositivos. Eles são compostos com os princípios ativos Gelsemium com associações, Cinnamon (canela) e Bela Dona 200. No caso deste último, um mililitro (ml) do medicamento é diluído em 99ml de água. Um mililitro desta mistura é diluída em mais 99ml de água. Esse procedimento é repetido 200 vezes. As fórmulas com Lachesis (veneno da cobra) e mercúrios têm mostrado efeitos interessantes.
''As pesquisas apontaram que o tratamento homeopático diminui os efeitos colaterais dos remédios tradicionais (alopáticos)'', comenta Dorly. Ela lembra de um caso de paciente portador do vírus HIV que se trata com medicamento homeopático e, com o tempo, diminuiu a quantidade de vírus no sangue. Além disso, o número de CD4 (anticorpo que mede o grau de imunidade do organismo) se estabilizou em 600. Quando o soropositivo atinge 350 é aconselhável que inicie o tratamento com os medicamentos antirretrovirais tradicionais. ''Ele já está assim há 10 anos e ainda não precisou usar os remédios alopáticos'', conta a bióloga.


